Degustar não tem mistério - segunda parte
Basta permitir que o paladar se manifeste
Seguindo em nosso passo a passo no aprendizado da degustação, vamos deixar claro que o ato de degustar não se trata de algo solene, ostentação ou pedantismo. Não é coisa de enochato, muito menos frescura. Degustar é diferente de engolir!
Quando bebemos ou, engolimos água, suco ou refrigerante não permitimos que o paladar se manifeste. Não apreciamos o quanto a água é cristalina ou refrescante. Nosso único objetivo é saciar a sede. Com a sagrada bebida, o vinho, precisamos de tempo, atenção, contemplação e reflexão. Precisamos pensar na bebida.
Aliás, abrir uma garrafa de vinho já é um ato carregado de expectativas. Um ritual.
Observe o vinho na taça e defina qual é a cor, a tonalidade. Se o vinho é branco, o tom dourado sugere que que a bebida é mais encorpada. No caso de predomínio do tom marrom, no vinho tinto, é envelhecido.
Quando cheiramos profunda e vagarosamente o vinho, podemos identificar os aromas de frutas, ervas e flores. Já no primeiro gole não devemos ter pressa, é o momento de se concentrar no paladar. Analisar o corpo do vinho, sua textura, o teor alcoólico e adstringência.
Quais sensações o vinho provoca no paladar e no tato? Tudo deve ser feito, é lógico, com a bebida na temperatura adequada.
Ao final, observe quanto tempo após engolir, as sensações provocadas pelo vinho permanecem em sua boca. Os vinhos que encantam, são aqueles persistentes.
Saúde!
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