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Para Sindiserv, PPP compromete o futuro da educação em Caxias do Sul

por Clayton Camargo

A presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, contesta e reforça que a educação deve ser tratada com seriedade

Foto: Gabriel Lain

Declarações públicas do prefeito Adiló Didomenico que a parceria público privada da educação precisa ser feita preocupam a direção do Sindiserv. Conforme Adiló, de 2021 ate 2026 a busca por creche diminuiu, enquanto a busca pelo ensino fundamental aumentou em Caxias do Sul. Isso teria causado a reorganização do projeto de PPP da educação na cidade. A presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, contesta e reforça que a educação deve ser tratada com seriedade.

"Fizeram todo um trabalho, um contrato, uma licitação, bateram martelo em São Paulo para construir creches. Agora dizem que não tem dinheiro para construir as creches, porque tem muitas. Nós sempre achamos que aquilo era uma proposta muito fora da realidade. E que irá comprometer o futuro das próximas gestões. Mas aí o que acontece? Eles agora querem rever, incluindo a educação e o ensino fundamental". Ela é taxativa: "querem vender a escola, na prática! Então as escolas hoje sobrevivem e se mantêm com o recurso pequeno que o município repassa. Agora, quando é para iniciativa privada, é muito mais dinheiro. Então nós somos contra a PPP da educação, porque ela compromete o futuro da educação em Caxias do Sul, na medida em que vai ter um valor altíssimo para ser pago para as construções e manutenção, dinheiro que nós não temos, dinheiro que não tem no município e que vai impedir que se expanda a rede ou que se melhore as condições salariais dos professores", diz.

Silvana reforça ainda, que o sindicato vem apresentando uma série de propostas ao Executivo em diversas áreas. Ela aponta ainda, que a situação atual é resultado de decisões políticas tomadas ao longo dos últimos anos, sem o devido planejamento de médio e longo prazo. Silvana relembra que ao longo dos últimos anos, o sindicato tem alertado reiteradas vezes sobre a necessidade de revisar contratos, redimensionar despesas e estabelecer prioridades para garantir o equilíbrio das contas públicas. "Não dá para aceitar isso. Quem quer dar a culpa da crise aos servidores está errado. É muito melhor abrir essas contas, porque a gente vai ver daí quem é realmente o vilão nessa história", finaliza.

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