Projeto promove reinserção de presos no mercado de trabalho em Caxias do Sul
Iniciativa do Grupo Pereira, dono do Fort Atacadista, já impactou mais de 700 pessoas no Brasil com inclusão, oportunidades profissionais e transformação de vidas
O Grupo Pereira, dono da rede Fort Atacadista presente em seis cidades gaúchas, está trazendo para o Estado uma iniciativa social pioneira. É o Projeto Reeducando, voltado para a reinserção social de presos e a redução da reincidência criminal. A iniciativa, criada como projeto-piloto em 2014, já beneficiou mais de 700 pessoas no Brasil.
A proposta é um alento diante de um cenário nacional com uma população carcerária de quase 1 milhão de pessoas no País privadas da liberdade, mas também da possibilidade de reinserção social pelo trabalho. A legislação brasileira prevê o direito ao trabalho para presos, com remuneração de pelo menos 75% do salário-mínimo, conforme o Estado. No entanto, mais de 75% dos presos não exercem nenhuma atividade laboral atualmente, e 43,88% não recebem qualquer tipo de remuneração, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça.
“Nós, do Grupo Pereira, acreditamos que oferecer uma oportunidade real de trabalho é uma forma concreta de mudar essa realidade. O projeto Reeducandos nasceu com essa missão: transformar o tempo de pena em tempo de reconstrução. E temos orgulho de ver isso se concretizando na vida de centenas de pessoas que já passaram por aqui”, conta o diretor de Gente e Gestão do Grupo Pereira, Paulo Nogueira.
A missão de promover a reintegração de presos no mercado de trabalho foi abraçada pelo Grupo Pereira, com um projeto-piloto em 2014, com quatro reeducandos em uma unidade do Bate Forte, atacadista da rede, localizado no Mato Grasso do Sul. A ação cresceu em 2019 e se tornou um projeto do grupo de varejo para promover a transformação social da população carcerária brasileira. O Reeducandos oferece vagas para presos em regime semiaberto, fechado e aberto, em áreas como manutenção de carrinhos, depósito de mercadorias, televendas, cozinha, reposição e centros de distribuição. O projeto está presente nos estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal e agora está iniciando no Rio Grande do Sul.
A esperança nasce na cozinha
A iniciativa chegou ao Rio Grande do Sul a partir de uma parceria com o Departamento de Trabalho Prisional do Estado em um convênio que está sendo realizado junto aos presídios de cada cidade onde o Fort Atacadista está instalado. No Estado, o Programa Reeducandos já chegou a Caxias do Sul, Canoas e Viamão. Com o projeto, os participantes garantem um dia de remição de pena a cada três dias trabalhados.
Wagner Guilherme Adler é um dos reeducandos. No passado, fez um pouco de tudo. Trabalhou em obras, com vendas, com shows e eventos. Agora, ele trabalha na unidade do Fort Atacadista em Caxias do Sul. Começou como auxiliar de manutenção e, em apenas três dias, já foi parar na cozinha. E seus preparos são um sucesso entre os trabalhadores da loja. A vocação vem de família. “Meu pai era dono de restaurante. Meus tios tinham padaria e confeitaria”, conta. “Eu não imaginava que seria isso aqui, mas sabia que viria algo bom”, comemora, no novo emprego.
Mais do que o reencontro com o amor pela cozinha, Adler reencontrou a esperança. “Tenho minha casa, minha independência e quero dar o melhor para minha filha de 13 anos, para que ela consiga se formar, fazer uma faculdade”, projeta. Motivação para essa nova fase da vida não lhe falta. “Quando você entra em uma empresa tem que se focar em aprender tudo com todos. Meu intuito é crescer”, revela.
No Rio Grande do Sul, o plano é levar o Reeducandos para todas as cidades onde o Fort Atacadista está presente. O projeto também deve chegar, em breve, a Gravataí, Novo Hamburgo, e Santa Cruz do Sul. Até o final do ano, serão 20 reeducandos no Estado e, para o primeiro trimestre de 2026, o plano é beneficiar 30 pessoas. “É uma ação bem positiva. Além da reinserção social, vários reeducandos são efetivados no próprio grupo e alguns até já foram promovidos”, relata a coordenadora de ESG do Grupo Pereira, Adrileny Constantino.
Sobre o Grupo Pereira:
Fundado em 1962, na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, o Grupo Pereira completa 63 anos de história em 2025. Atualmente, conta com 22 mil funcionários nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.
O Grupo Pereira tem 174 unidades de negócio, incluindo 34 lojas da rede de supermercados Comper, 69 lojas do Fort Atacadista (atacarejo), 4 unidades de supermercados Schmitt, 18 unidades do restaurante Trudy’s e uma steakhouse, 3 filiais do Atacado Bate Forte (atacadista de distribuição), 27 lojas SempreFort (varejo farmacêutico), um Broker – distribuidor oficial da Nestlé -, 5 agências de viagens, 2 postos de combustível e um Centro de Distribuição. Além disso, o Grupo Pereira completa seu ecossistema de soluções ao incluir o braço logístico Perlog e os serviços financeiros do Vuon, que inclui o private label Vuon Card, com mais de 1,4 milhão de cartões emitidos, além de gift cards, seguros e assistência odontológica.O Grupo Pereira é o primeiro varejista brasileiro a ser contemplado com o selo CAFE (Certified Age Friendly Employer), concedido pelo norte-americano Age Friendly Institute a empresas que promovem a contratação e retenção de funcionários 50+.
Com a missão de oferecer uma experiência de compra positiva por meio da excelência no relacionamento com clientes, fornecedores e funcionários, o Grupo Pereira também contribui para a sociedade por meio de diferentes programas socioambientais.
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