Servidores municipais realizam paralisação na sexta-feira em Caxias do Sul
Ação não deve afetar serviços essenciais, mas pode haver atrasos
Os serviços à população de Caxias do Sul continuarão sendo prestados nesta sexta-feira (16), mesmo com a paralisação organizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv). Apesar do funcionamento garantido, a prefeitura alerta para a possibilidade de atrasos e eventuais demoras nos atendimentos em decorrência do movimento.
A orientação da administração municipal é para que os setores organizem suas equipes, de forma a assegurar o atendimento à população, mas também respeitando o direito dos servidores que optarem por aderir à paralisação. Para os trabalhadores que desejarem participar, estão previstas alternativas de compensação de horário, como utilização do Banco de Horas, Falta Justificada, folgas adquiridas em atividades da Justiça Eleitoral (TJE) ou outros mecanismos legais.
Nas escolas municipais, caso haja adesão à paralisação, as instituições deverão comunicar previamente as famílias dos alunos e programar a reposição das horas de aula.
Paralisação do Sindiserv
Os servidores públicos municipais de Caxias do Sul mantêm desde o início do ano um movimento de operação padrão, intensificando a mobilização que culminará na paralisação geral nesta sexta-feira. A decisão foi tomada em assembleia realizada no Largo da Prefeitura, reunindo mais de 500 servidores insatisfeitos com a postura do Executivo diante da pauta de reivindicações da categoria.
Segundo o Sindiserv, das mais de 40 demandas apresentadas, apenas três foram parcialmente atendidas pela administração municipal. Entre os principais pontos reivindicados estão melhorias salariais, condições de trabalho e valorização dos profissionais que atuam nos serviços essenciais do município.
A presidente do Sindiserv, Silvana Piroli, critica a falta de diálogo por parte do Executivo e afirma que a categoria tem sido tratada com descaso. “A gente vem apresentando nossas propostas e sabemos que tem dinheiro. Não existe impossibilidade de pagar esse reajuste e sim falta de priorização com o trabalho que a gente faz. Existe um descaso completo. Um descaso em não ter os profissionais, um descaso em relação às condições de trabalho, um descaso em relação aos salários. A categoria está farta e não aguenta mais“, desabafa.
O estopim para a paralisação foi a proposta de um reajuste salarial de 1%, com aplicação postergada para 2026. Para o sindicato, a oferta foi considerada simbólica e insuficiente diante das perdas acumuladas pela inflação e do aumento da demanda pelos serviços públicos.
Além do reajuste, os servidores defendem um conjunto de medidas para equilibrar as contas públicas sem prejudicar o funcionalismo, como o corte de 50% dos cargos de confiança, redução dos gastos com publicidade, revisão e corte de contratos, auditoria em grandes secretarias, ocupação de prédios públicos como a Maesa para reduzir custos com aluguéis e a diminuição das CAJs (Contratações Administrativas de Jovens).
A paralisação do dia 16 será realizada respeitando as normas legais, com os trabalhadores atuando apenas nas atividades essenciais, conforme estabelece o regime jurídico dos servidores.
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