Trote Solidário mobiliza calouros de Medicina da UCS em ação social e humanitária neste sábado (24)
Iniciativa transforma recepção dos novos estudantes em campanha de arrecadação de alimentos, tampinhas plásticas e bolsas de sangue para entidades assistenciais
O Trote Solidário, promovido pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), mobiliza neste mês os calouros do curso de Medicina da Universidade de Caxias do Sul (UCS) para uma ação que alia integração acadêmica e responsabilidade social. A iniciativa ocorre no dia 24 de maio e visa arrecadar alimentos, tampinhas plásticas e bolsas de sangue, beneficiando diversas instituições assistenciais.
Em entrevista à Tua Rádio São Francisco, o diretor acadêmico do Simers, Eduardo Klein, explicou que o projeto nasceu com o objetivo de transformar a cultura do trote, tradicionalmente marcada por práticas agressivas, em uma ação solidária e construtiva.
“O Trote Solidário surgiu em contraposição aos trotes sujos e violentos que, infelizmente, ainda aparecem nas notícias. O sindicato decidiu utilizar esse momento para, de forma voluntária, arrecadar alimentos, tampinhas e bolsas de sangue, já envolvendo os estudantes com a comunidade e ajudando a desenvolver uma maior humanização na Medicina”, destacou Eduardo.
Além do impacto social imediato, Klein ressalta que a iniciativa tem efeitos positivos na formação dos futuros médicos, promovendo valores de empatia e cidadania.
“Cada bolsa de sangue doada pode beneficiar até quatro pessoas. Assim, uma turma com 40 calouros pode impactar mais de 160 vidas. Já arrecadamos, em todas as edições do Trote Solidário no estado, doações que atingiram quase um milhão de pessoas. A UCS, que já participa há várias edições, tem gerado impactos muito positivos para a cidade”, pontuou.
Em Caxias do Sul, as tampinhas plásticas arrecadadas serão destinadas à DOMUS — Associação de Amparo à Criança e ao Adolescente com Câncer da Serra Gaúcha. A entidade também realiza brechós com agasalhos arrecadados para reforçar sua assistência às famílias.
A ação conta ainda com uma gincana solidária, promovendo uma saudável competição entre as faculdades de Medicina para ver qual delas consegue ser mais solidária.
As doações de tampinhas podem ser feitas diretamente na UCS. Já a doação de sangue pode ser realizada por qualquer pessoa, que deve apresentar o comprovante aos organizadores para somar pontos na competição. Além disso, a campanha conta com um site oficial, onde é possível selecionar a UCS e realizar a doação de alimentos online, no link: https://trotesolidario.com.br/participante
Para facilitar a participação da comunidade, cinco mercados de Caxias do Sul são pontos de arrecadação:
- Andreazza Bela Vista – Rua Bortolo Zani, 835 – Bela Vista
- Andreazza Kaiser – Av. Bom Pastor, 573 – Bairro Kayser
- Andreazza Santa Lúcia – Rua Jacob Luchesi, 3418 – Santa Catarina
- Multi Villágio Colina – Rua Prof. Marcos Martini, 285 – Santa Catarina
- Multi Condor São Leopoldo – Av. São Leopoldo, 1485
Balanço histórico do Trote Solidário
Desde a sua criação, em 2012, o Trote Solidário já arrecadou mais de 485 toneladas de alimentos, impactando a vida de aproximadamente 970 mil pessoas em todo o estado. Além disso, foram realizadas mais de 9,6 mil doações de sangue, beneficiando cerca de 38,5 mil pessoas, considerando que uma única doação pode ajudar até quatro pacientes.
Confira alguns números das edições anteriores:
- 2012: 14.960 kg de alimentos e 391 doadores de sangue
- 2013: 10.095,83 kg de alimentos e 519 doadores
- 2014: 29.902,60 kg e 377 doadores
- 2015: 34.581,15 kg e 713 doadores
- 2016: 34.617,37 kg e 832 doadores
- 2017: 35.488 kg e 730 doadores
- 2018: 56.888 kg e 947 doadores
- 2019: 63.989 kg e 853 doadores
- 2020: 6.100 kg e ação restrita a três universidades por conta da pandemia
- 2021: 27.322 kg e 711 doadores — edição realizada de forma virtual
- 2022: 45.956 kg e 1.012 doadores
- 2023: 48.286,52 kg e 1.100 doadores
- 2024: 48.524,96 kg e 1.245 doadores
“O Trote Solidário envolve a comunidade local e os estudantes, fortalecendo o vínculo entre eles e incentivando o voluntariado. Queremos que esses futuros médicos tenham uma compreensão mais clara da vida das pessoas que poderão ser seus pacientes no futuro”, concluiu Eduardo Klein.
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