Você está ouvindo
Tua Rádio
Ao Vivo
00:00:00
Igreja no Rádio
05:00:00
 
 

Programa Alfabetiza Tchê é lançado com adesão de todos os municípios do Estado

por Clayton Camargo

Parceria pela alfabetização conta com investimento anual de R$ 47,5 milhões do governo

Foto: Maurício Tonetto/Secom

Com o objetivo de assegurar a alfabetização dos estudantes da rede pública de ensino, o governador Eduardo Leite e a secretária da Educação, Raquel Teixeira, apresentaram nesta terça-feira (12/3), no Palácio Piratini, a estrutura do Programa Estadual de Apoio à Alfabetização (Alfabetiza Tchê). A iniciativa tem previsão de investir R$ 47,5 milhões anualmente por parte do governo do Estado e conta com a adesão de todos os municípios do Rio Grande do Sul, beneficiando 235 mil estudantes. O lançamento integra a Semana Estadual da Educação.

“Estamos determinados a fazer uma transformação profunda na educação. O lema do nosso governo diz que ‘o futuro nos une’, e nada dialoga mais com o amanhã do que a educação, do que a formação para que cada ser humano se desenvolva em seu pleno potencial”, disse Leite. “O Alfabetiza Tchê é um programa consistente e bem estruturado para garantir a alfabetização das crianças e o desenvolvimento do Estado.”

O Alfabetiza Tchê visa possibilitar que estudantes de instituições das redes estadual e municipal do Rio Grande do Sul estejam alfabetizados até o final do 2º ano do Ensino Fundamental. O programa foi elaborado com base na Parceria pela Alfabetização em Regime de Colaboração (Parc). Como forma de fortalecer o regime de colaboração entre Estado e municípios, o governo trabalhou junto à Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e à União dos Dirigentes Municipais de Educação do Rio Grande do Sul (Undime-RS), atingindo 100% de adesão dos municípios.

Raquel lembrou como crianças e jovens foram afetados pela pandemia de covid-19. “A pandemia foi uma disrupção total no processo de aprendizagem que estava ocorrendo. A alfabetização é a base de tudo, pois ninguém será capaz de desenvolver habilidades de raciocínio crítico se não tiver uma capacidade de leitura consolidada”, enfatizou.

Presente na solenidade, a secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Izolda Cela, elogiou a solidez do programa. “O fato de o Alfabetiza Tchê incluir Estado e municípios gera uma perspectiva de sustentabilidade a longo prazo. É fundamental garantir que as escolas tenham as melhores condições para trabalhar”, afirmou.

Também estiveram no evento a presidente da Undime-RS, Maristela Guasselli, e o presidente da Famurs, Luciano Orsi. A cerimônia contou ainda com a participação das crianças da Escola Estadual de Ensino Fundamental Mathias de Albuquerque, de Porto Alegre, e da Escola Municipal de Educação Básica Marcos Moog, de Novo Hamburgo. A aluna Luiza Martins Silva, da escola Mathias de Albuquerque, fez a leitura de um poema sobre alfabetização. Já o encerramento ficou por conta de uma apresentação de integrantes da Orquestra Jovem de Novo Hamburgo, que executou trechos da Nona Sinfonia de Beethoven e da canção Anunciação, de Alceu Valença.

Próximos passos

A atuação do Alfabetiza Tchê ocorre em cinco eixos: fortalecimento da aprendizagem; fortalecimento da gestão municipal e escolar; formação de professores; avaliação externa, acompanhamento e monitoramento dos indicadores; e cooperação, articulação e incentivo. O programa beneficia estudantes da Educação Infantil (quatro a cinco anos) e do 1º e 2º anos do Ensino Fundamental em escolas das redes públicas municipal e estadual. 

Para viabilizar a execução do programa, foram realizados investimentos com recursos do governo do Estado, totalizando o montante de R$ 47,5 milhões anuais. Os valores foram divididos em R$ 15 milhões para o Programa de Bolsas, R$ 24 milhões para premiação e fomento e outros R$ 8,5 milhões para produção do Material Didático Complementar (MDC).

No Programa de Bolsas, os pagamentos mensais serão distribuídos por níveis. A nível estadual, será concedida uma bolsa de R$ 4 mil para formador em Educação Infantil; uma no mesmo valor para formador em Alfabetização; e uma de R$ 3 mil para consultor externo em Alfabetização. No nível regional, serão distribuídas 30 bolsas de R$ 1 mil para coordenadores regionais do programa; outras 30 de R$ 600 para professores formadores em Educação Infantil; e mais 30 de R$ 600 para professores formadores em Alfabetização. No nível municipal, serão até 497 bolsas de R$ 1 mil para coordenadores municipais do programa; até 103 bolsas de R$ 800 para subcoordenadores municipais; e até 970 bolsas de R$ 600 para professores formadores em Alfabetização e Educação Infantil.

Em abril, está previsto o lançamento do primeiro edital para contratação dos bolsistas do programa e uma transmissão ao vivo sobre a utilização do MDC. As formações dos profissionais que vão atuar no Alfabetiza Tchê, após serem selecionados por meio do edital, vão acontecer entre maio e dezembro deste ano.

Para o ano letivo de 2024, as 30 Coordenadorias Regionais de Educação (CRE) já receberam o MDC. A previsão é de que sejam entregues 797.209 livros do material didático para 4.531 escolas estaduais e municipais, em regime de colaboração. Desse montante, 76% já chegou às instituições de ensino. O conteúdo do MDC foi personalizado e apresenta uma regionalização do material como forma de valorização da cultura.

O MDC de 2025 será elaborado pela Secretaria da Educação (Seduc) em parceria com a Undime-RS, a Associação Bem Comum e a Associação Nova Escola. 

Para a premiação do Alfabetiza Tchê, prevista para ocorrer em novembro, o valor de R$ 24 milhões será dividido em 400 prêmios. As 200 escolas com resultados mais promissores receberão prêmios que variam de R$ 40 mil a R$ 80 mil. Já as 200 escolas com resultados menos promissores receberão incentivos de R$ 20 mil a R$ 40 mil. Além disso, com o objetivo de trabalhar os índices do programa, as instituições com melhor desempenho vão atuar em ações de cooperação técnico-pedagógicas junto às que obtiverem resultados menos promissores; o objetivo é ajudar no desenvolvimento das escolas com dificuldades.

Avaliações

O programa conta com a Avaliação de Fluência Leitora, iniciada em 2022, que ocorre em três edições ao ano nas modalidades Diagnóstica, Formativa e Somativa. Os testes com os estudantes buscam identificar qual o nível de alfabetização em cada período, observando a evolução.

Ainda em março, a Seduc prevê a realização de uma devolutiva com os resultados apurados por meio da avaliação Somativa aplicada no fim de 2023. Dessa forma, será possível avaliar o desenvolvimento do programa e estabelecer formas de aperfeiçoamento.

Em abril, uma nova aplicação da avaliação Diagnóstica ocorrerá nas escolas estaduais e municipais nos 497 municípios do Rio Grande do Sul. Para novembro, a Seduc prevê a avaliação Formativa para analisar se os estudantes têm se desenvolvido bem e se necessitam de alguma ajuda.

Regime de Colaboração

O Regime de Colaboração é uma estratégia prevista pela Constituição Federal e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Conforme a legislação vigente, União, estados e municípios se organizam para solucionar problemas comuns ou estimular e apoiar implementação de políticas educacionais.

O Regime de Colaboração é usado para o trabalho articulado, coordenado e institucionalizado entre entes federados, para garantir o direito à Educação Básica. Com ele, as esferas de governo têm responsabilidade conjunta pelos estudantes daquele território e não apenas por redes ou sistemas educacionais específicos, bem como para cumprir os princípios da administração pública.

Central de Conteúdo Unidade Tua Rádio São Francisco

Enviar Correção

Comentários

Newsletter Tua Rádio

Receba gratuitamente o melhor conteúdo da Tua Rádio no seu e-mail e mantenha-se sempre atualizado.

Leia Mais