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Alunos de Caxias do Sul são destaque em competição nacional de inovação

por Beverli Rocha

Estudantes foram reconhecidas no HackaNAV 2025

Foto: Divulgação

Alunos dos colégios La Salle, de Caxias do Sul (RS), e Luterano Rui Barbosa, de Marechal Cândido Rondon (PR), foram finalistas da maior competição de inovação educacional do Brasil, o HackaNAV. Criado para alunos de 8º e 9º ano de escolas parceiras do programa Nave à Vela, da Arco Educação, o evento premiou neste sábado (4), em São Paulo, as instituições de ensino com melhor desempenho na última etapa do concurso.

O passaporte para a final, que contou com dez instituições de ensino de todo o Brasil, foi a inscrição de um projeto no tema: “Criatividade no combate às catástrofes”. O HackaNAV motiva o desenvolvimento de iniciativas autorais que buscam solucionar desafios reais com inovação, criatividade e propósito.

No La Salle Caxias do Sul, a equipe ‘Quantum Cre4tors’ trabalhou sobre a experiência vivida pela população gaúcha afetada pelas severas enchentes que acometeram o Rio Grande do Sul em 2024 e afetaram a vida de mais de dois milhões de pessoas. Os alunos usaram o poder da ciência para desenvolver o ‘FactHunter’, um kit de três jogos educativos focados no público infanto-juvenil. A equipe, coordenada pela professora Marina Rossi, é composta pelos estudantes Vinícius Haeuser, Rafael Borlini, Júlia Ferronato e Manuela Rodrigues. 

O objetivo principal dos alunos caxienses foi o de educar cientificamente e fomentar a busca por informações verdadeiras. Um exemplo de jogo é o ‘Flood Rescue’, de tabuleiro, voltado a crianças do Ensino Fundamental 1, em que é possível reconstruir uma cidade de forma lúdica e dar a dimensão dos impactos de um desastre natural. Os alunos ainda apostam na comercialização futura dos jogos, para ajudar financeiramente as vítimas das enchentes.

Já no Colégio Luterano Rui Barbosa, os alunos da equipe ‘Rui Barbosa Soluções’ desenvolveram um detector de vendaval. A cidade no oeste do Paraná foi afetada em 2015 por um vendaval que deixou dezenas de feridos e mais de mil desabrigados. Para minimizar prejuízos, os alunos propuseram um sensor que detecta ventos fortes, com mais de 80 km/h, e avisa a população na cidade. A equipe, coordenada pelo professor Jhonatan Rafael Röpke, é formada pelos alunos Augusto Veit Viapiana, Miguel Moro Sandmann, Pedro Vieira Prestes e Tiago Henrique Follmann. 

O protótipo dos alunos do Paraná usa itens do dia a dia, como copos de plástico e garrafas pet, e, na parte elétrica, potenciômetro e um micro bit, além de linguagem phyton na programação. A cada etapa, os estudantes perceberam que a física aprendida nos livros podia se materializar em algo concreto para proteger casas, escolas e famílias. O impacto foi imediato: jovens que antes viam ciência como teoria, passaram a encará-la como ferramenta de transformação social.

O HackaNAV 2025 mobilizou mais de 4 mil estudantes de todo o país, e resultou em 151 projetos e impacto.

 

 

 

 

 

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