Moinho da Cascata abre projeto cultural com visitas guiadas e exposição em Caxias do Sul
Iniciativa do Grupo Ueba resgata história, arquitetura e meio ambiente de um dos patrimônios mais emblemáticos da cidade com recursos da Lei Paulo Gustavo
A partir do próximo sábado (23), a comunidade de Caxias do Sul poderá vivenciar de perto a história de um dos marcos mais icônicos do município: o Moinho da Cascata. Tombado como patrimônio histórico em 2002, o espaço passa a oferecer visitas guiadas gratuitas e abertas ao público e a estudantes da rede municipal de ensino dentro do projeto “Moinho da Cascata, Passado e Presente”, idealizado pelo Grupo Ueba Produtos Notáveis, que desde 2014 ocupa o prédio e o transformou em centro cultural.
A programação, que se estende até setembro, inclui visitas aos sábados com mediação artística do Grupo Ueba e tradução em Libras, além de uma exposição de dez painéis instalados no pátio do Moinho com imagens, documentos e mapas históricos. Um videodocumentário de 30 minutos, recursos de audiodescrição e espaços acessíveis também integram o projeto. Aos domingos, o espaço seguirá aberto para visitação autoguiada e exibição do filme às 16h.
O Moinho da Cascata tem sua trajetória ligada a Aristides Germani, que adquiriu o local em 1891. Além de se tornar referência na moagem de trigo, o espaço foi pioneiro em Caxias do Sul: em 1901 gerou eletricidade pela primeira vez na cidade e, em 1905, abrigou a primeira linha telefônica. Hoje, em meio à natureza urbana, é palco de atividades culturais, educativas e turísticas.
Segundo Aline Zilli, uma das fundadoras do Grupo Ueba, a iniciativa vai além de resgatar a memória do patrimônio:
“Com esse resgate histórico apurado com pesquisas detalhadas e a exposição dos seus resultados ao público, o Moinho da Cascata passa a ser um ícone vivo da cidade, um local de encontro e aprendizado com suas portas abertas a todos. As pessoas têm oportunidade de se conectarem com o passado, reforçando o senso de pertencimento da população com a cidade”, destacou.
O projeto conta com recursos da Lei Paulo Gustavo, pesquisa conduzida pela UCS nas áreas histórica, arquitetônica e ambiental e apoio da Secretaria de Estado da Cultura do RS e do Ministério da Cultura.
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