Dom Paulo Evaristo Arns é lembrado em quadro de cultura nesta quinta-feira
Se estivesse vivo, hoje faria 96 anos
O Cardeal e Arcebispo Emérito da Arquidiocese de São Paulo, falecido no dia 14 de setembro de 2016, ficou conhecido pela atuação na luta pelos diretos humanos e contra ditadura militar.
Na década de 1970, Dom Evaristo Arns notabilizou-se na luta pelo fim das torturas e restabelecimento da democracia no país. Integrou o movimento "Tortura nunca mais" e foi um dos escritores do livro "Brasil nunca mais". Denunciou a prisão e tortura de dois agentes de pastoral, o padre Giulio Vicini e a assistente social Yara Spadini.
Em 1972 criou a Comissão Justiça e Paz de São Paulo e, como presidente regional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), liderou a publicação do “Testemunho de paz”, documento com fortes críticas ao regime militar.
Também atuou contra a invasão da PUC em 1977 e teve papel importante em favor das vítimas da ditadura na Argentina.
Quinto de 13 filhos de imigrantes alemães, o arcebispo nasceu em 1921 em Forquilhinha, Santa Catarina. Ingressou na Ordem Franciscana em 1939, e iniciou seus trabalhos como líder religioso em Petrópolis (RJ). Formou-se em teologia e filosofia e cursou Letras na Sorbonne, em Paris, onde também concluiu seu doutorado.
O cardeal, falecido no ano passado aos 95 anos, foi lembrado no quadro "De quem vamos falar" do programa Tua Essência com o presidente da ALCA - Associação dos Livreiros Caxienses, Cristiano Bartz Gomes. Confira na íntegra.
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