Livro e exposição resgatam trajetória da pioneira das artes em Caxias do Sul
Baixar ÁudioProjeto revisita história de Elyr Ramos Rodrigues na consolidação do ensino artístico na cidade
Nesta quinta-feira (12), às 19h, a Galeria de Arte do Bloco J da Universidade de Caxias do Sul (UCS) recebe o lançamento do livro Elyr Ramos Rodrigues e a Escola de Belas Artes (Editora Desdobra), com pesquisa e texto de Marcos Mantovani. Na mesma noite e local, será aberta a exposição Elyr: Onde a Arte Floresceu, com visitação gratuita até 2 de abril, das 9h às 22h.
Mais do que um resgate biográfico, o projeto propõe uma reflexão sobre a formação cultural de Caxias do Sul e o papel da educação artística na construção da identidade da cidade. Nascida em 18 de dezembro de 1918, em São Marcos, e falecida em 4 de dezembro de 2002, em Caxias do Sul, Elyr Ramos Rodrigues foi artista, professora e gestora cultural. Sua atuação foi decisiva para a consolidação do ensino artístico no município em um período de intensas transformações sociais e econômicas.
Elyr esteve à frente da Escola Municipal de Belas Artes (EMBA), conduzindo sua organização pedagógica e institucional. Posteriormente, teve papel fundamental na transição da escola para o Curso de Artes da UCS, movimento que consolidou o ensino superior na área e ampliou o alcance da formação artística na região.
Ao estruturar currículos, organizar metodologias e formar professores e artistas, Elyr contribuiu diretamente para a profissionalização das artes em Caxias do Sul, transformando iniciativas isoladas em um sistema educacional consistente.
A exposição Elyr: Onde a Arte Floresceu, com curadoria de Ademar Sebben e Paula Ramos, amplia essa narrativa ao apresentar três dimensões de sua trajetória: obra, vida e legado. Reunindo fotografias, documentos históricos, objetos pessoais e pinturas produzidas por Elyr, a mostra evidencia não apenas sua produção artística, mas seu impacto na formação cultural da cidade.
O resgate partiu da iniciativa de Paula Ramos, integrante da família, com o objetivo de homenagear uma trajetória que, apesar de sua relevância, acabou sendo pouco lembrada ao longo dos anos, ausência simbólica que o projeto busca reparar.
A homenagem ganha dimensão institucional ao ser realizada na própria UCS, universidade que consolidou o curso superior de Artes a partir da base construída por Elyr. O gesto reafirma a importância de preservar a memória daqueles que contribuíram para transformar educação em instrumento de desenvolvimento cultural.
Mantovani concedeu entrevista sobre o resgate histórico e suas repercussões ao programa Temática hoje. Confira o conteúdo completo em áudio (acima).
A saber: Financiado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, o livro estará à venda por R$ 20, com parte do valor destinado a uma entidade assistencial. O projeto conta com apoio cultural do Hospital Virvi Ramos, Alfa Laboratórios, Fedrizzi Seguros e Moinho da Estação.
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