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Livro conta a história dos tapetes orientais

Baixar Áudio por Beverli Rocha

Obra com a temática foi lançado em setembro e resgata a ancestralidade do processo e valoriza o trabalho do marchand

Foto: Divulgação

A arte milenar dos tapetes orientais inspirou a Bublitz Galeria de Arte em setembro, quando ocorreu o lançamento do livro “Tapetes Orientais no Brasil – história e curiosidades”, de autoria do marchand Nicholas Bublitz, com prefácio do jornalista Paulo Gasparotto e orelha assinada por Angela Zaffari, no Unique Wood Design, da artista visual Eliane De Zorzi Nesello.

“Tapetes Orientais no Brasil – história e curiosidades” é um guia completo sobre o tema. Aborda, em detalhes, as diferentes origens das peças e as variações e os modelos apresentados em cada país, como Irã ou Pérsia, Turquia ou Anatólia, Cáucaso, Índia, China e Ásia Central. Também cita quais são os tapetes orientais mais valiosos do mundo e explica as diferenças e os simbolismos dos desenhos representados em cada peça. Por exemplo, a árvore é considerada o centro ao redor do qual tudo tem valor e vive, o bode representa força e o pavão a prosperidade.
Com o livro, é possível aprender a identificar os diferentes tapetes e entender sua origem. Um dos principais destaques é o Tabriz, que se originou de uma cidade situada no Nordeste do Irã. É a capital do Azerbaijão. Esses tapetes são renomados por sua perfeição e considerados os mais importantes da Pérsia. Normalmente, são produzidos com o clássico medalhão central, adornados de flores e arabescos. São os mais procurados do mercado brasileiro.
Outro tapete muito conhecido no Brasil é o Hamadan. Tem como desenho um medalhão central em forma de losango. O Kashan, por sua vez, vem da região central da Pérsia. Os tapetes desse tipo são produzidos com lãs, normalmente nas cores vermelha ou azul. O Kashan clássico é um dos mais tradicionais tapetes persas. Outro modelo, o Shiraz, vem da província de Fars, no Irã, cidade conhecida por seus jardins, suas rosas e seus tapetes. Eles estão recobertos por uma infinidade de desenhos. Além desses, muitos outros tipos fazem parte da obra, que a tornam um manual imprescindível para quem desejar se aprofundar nessa arte que revela muito da cultura do Oriente.

Nicholas concedeu entrevista sobre o assunto ao programa Temática. Confira o conteúdo completo em áudio (acima).

 

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