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Exportações de carne bovina para China devem ser restabelecidas nos próximos dias

Baixar Áudio por Isadora Helena Martins

A expectativa é do presidente da Farsul, Gedeão Pereira

Foto: Agência Brasil

O Ministério da Agricultura anunciou na última segunda-feira (03) a suspensão temporária da exportação da carne bovina para a China. A decisão foi tomada depois da descoberta de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida como doença da Vaca Louca”, em Mato Grosso.

Conforme o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, que recentemente esteve no país asiático, juntamente com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para expandir as vendas para o mercado chinês, a decisão do governo foi adequada. “Essa notícia tem o lado positivo que é a seriedade do serviço sanitário brasileiro. Neste contrato da abertura de mercado com a China, ele reza que qualquer evidência de ‘doença da vaca louca’, que seja imediatamente suspenso qualquer envio do produto brasileiro para os mercados chineses até a perfeita elucidação do fato”, disse.

Gedeão também destacou que, mesmo com o caso detectado, o Brasil continua sendo considerado pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) uma zona de risco zero da doença. Na América do Sul, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai também são considerados países livres da encefalopatia.

Quanto aos impactos para o Rio Grande do Sul, Gedeão afirmou há apenas um frigorífico do estado que exporta para a China, mas que assim mesmo há uma preocupação, pois, os maiores mercados do mundo são os asiáticos. “Nós temos que nos preocupar porque hoje o principal cliente do Brasil de todas as carnes, soja e no vinho é a China. Já se criou uma interdependência entre os dois países”, salientou. O presidente da Farsul também destacou que a exportação das carnes é importante para movimentar o agronegócio brasileiro, pois o mercado interno está enfraquecido devido à crise econômica.

Gedeão disse que além da China, os países árabes como Egito e Irã também são alguns dos principais compradores das carnes brasileiras, assim como o Chile e Uruguai. Durante a entrevista, o presidente da Farsul disse que mesmo com as dificuldades econômicas, o agronegócio brasileiro vai continuar crescendo em 2019. “Nós temos várias condições que são totalmente favoráveis como o solo, a água e o agricultor altamente capacitado. Então o agronegócio vai continuar crescendo porque tem demanda desses mercados, principalmente do mercado da China. Nós vamos continuar aumentando a produção de soja, vamos continuar exportando milho e vamos continuar exportando todas as carnes”.

Para ouvir a entrevista na íntegra concedida pelo presidente da Farsul durante o programa Conectado desta sexta-feira (07), clique no link abaixo da foto. 

Autorização

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, entregou à Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), na última terça-feira (04) os documentos necessários para reverter a suspensão temporária da exportação de carne bovina para a China. Agora o Brasil aguarda a autorização do órgão para voltar a exportar para o país asiático.

 

 

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