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Policiais Civis de Vacaria aderem à paralisação estadual nesta terça-feira

por Luiz Henrique Barreto

A ação busca chamar a atenção do governo estadual e da sociedade para as dificuldades enfrentadas pelos servidores

Foto: Divulgação

Os Policiais Civis de Vacaria confirmaram adesão à paralisação estadual da categoria, que ocorre nesta terça-feira, 11/11, em todo o Rio Grande do Sul. A mobilização, que tem início às 9h e seguirá até as 18h, com concentração em frente ao Palácio da Polícia, em Porto Alegre, e nas unidades policiais do interior do Estado, foi deliberada pela direção da UGEIRM em 30/10 e busca chamar a atenção do governo estadual e da sociedade para as dificuldades enfrentadas pelos servidores da Polícia Civil, além de reivindicar abertura de diálogo com o Executivo.
 

Durante o período de paralisação, serão mantidos apenas os atendimentos de urgência e emergência, correspondendo a cerca de 30% da demanda total. Serão atendidos casos graves, como homicídios, estupros, ocorrências envolvendo crianças, adolescentes e idosos, situações relacionadas à Lei Maria da Penha e latrocínios. Viaturas devem permanecer paradas e não haverá cumprimento de mandados, operações, oitivas ou serviços cartorários.
 

Entre as principais pautas estão a inclusão, no orçamento de 2026, da revisão geral de 15,2% nos salários dos servidores estaduais; a retomada da simetria entre comissários e capitães da Brigada Militar; a publicação das promoções ainda em 2025; melhorias na infraestrutura das delegacias; e a restauração da paridade nas aposentadorias, por meio da aprovação da Emenda da COBRAPOL à PEC da Segurança Pública.
 

A direção da UGEIRM também anunciou que novas mobilizações devem ocorrer ao longo do ano, incluindo protestos durante agendas públicas do governador Eduardo Leite, uma carreata em Porto Alegre e uma Marcha da Polícia Civil, em data a ser confirmada. Segundo representantes locais, a paralisação pretende alertar a população: “Por trás dos bons resultados no combate à violência, existe uma polícia sucateada, prédios deteriorados, risco de desabamento, servidores exaustos e adoecidos pela sobrecarga de trabalho, além de uma defasagem salarial histórica”.

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