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Rio Grande Do Sul recebe primeiro lote de antídoto para intoxicação por metanol

por Luiz Henrique Barreto

Foram entregues 80 ampolas ao Estado

Foto: Divulgação

O Rio Grande do Sul recebeu nesta sexta-feira, 10/10, o primeiro lote do antídoto fomepizol, utilizado no tratamento de intoxicação por metanol, substância tóxica presente em bebidas alcoólicas adulteradas. Foram entregues 80 ampolas ao Estado, que passa a contar com uma ferramenta adicional para atendimento rápido de pacientes com suspeita de intoxicação.
 

O envio foi realizado pelo Ministério da Saúde dentro de uma ação emergencial que distribui 1.500 ampolas para 11 Estados com casos confirmados ou suspeitos. Um estoque estratégico de 1.100 ampolas será mantido no almoxarifado central da pasta. Os Estados poderão solicitar novos lotes conforme a necessidade.
 

Sobre o medicamento
 

O fomepizol é um medicamento raro, de alto custo, e sua chegada ao Brasil foi viabilizada por negociação internacional com apoio da Opas e autorização da Anvisa. O produto bloqueia a enzima que transforma o metanol em ácido fórmico, substância altamente tóxica que pode causar cegueira, danos cerebrais e morte.
 

Casos no RS

 

Até a tarde de quinta-feira, 9/10, o Estado havia registrado um caso confirmado de intoxicação por metanol, em um homem de Porto Alegre que consumiu bebida em São Paulo. Outros seis casos suspeitos estão em investigação em Bento Gonçalves, Torres, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Viamão e Porto Alegre (este envolvendo paciente de Roraima).

 

Os principais sintomas aparecem entre 6 e 72 horas após a ingestão e incluem dor abdominal, alterações visuais, confusão mental e náusea. Por serem semelhantes aos de uma ressaca, muitas vezes há demora na procura por atendimento. Ao chegar à unidade de saúde, é essencial informar o consumo de bebida alcoólica e o contexto em que ocorreu. Para evitar intoxicação, recomenda-se verificar lacre, rótulo, cor do líquido, preço e local de compra da bebida.
 

Com o novo antídoto, o RS fortalece a rede de vigilância e tratamento para casos de intoxicação por metanol.

 

Fonte: Ascom SES

Foto: Guga Stefanello/Ascom SES

 

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