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Campus do IFRS de Vacaria promove atividade sobre inclusão

por Aldoir Santos

A turma da qual Larissa faz parte proporcionou desde o início um ambiente propício para que a inclusão da jovem tivesse sucesso

Com 59 medalhas no currículo, a jovem ainda tem muitas motivações e desafios pela frente
Foto: Divulgação

A paratleta Larissa Rodrigues, estudante de 14 anos, moradora de Ipê (município da Serra Gaúcha), e Janaína Scopel, professora de Educação Física da jovem, compartilharam com os presentes no auditório do IFRS os desafios e as conquistas da inclusão no ambiente escolar. O público era composto sobretudo por estudantes dos cursos de Pedagogia e Ciências Biológicas, bem como alguns servidores do IFRS e professoras que acompanharam a trajetória da estudante. A atividade foi promovida pela professora Lilian Xavier Cordeiro.

Segundo Janaína, a turma da qual Larissa faz parte proporcionou desde o início um ambiente propício para que a inclusão da jovem tivesse sucesso. A docente ressaltou a importância do diálogo ativo com os estudantes que possuem necessidades específicas, para conhecer o que cada um pode ou não fazer, bem como a busca de alternativas para vencer limitações: “A Larissa sempre me diz em quais os momentos ela quer participar dos jogos dos jogos e brincadeiras”, afirma. “Nos passeios da turma, sempre encontramos um jeito dela poder participar”, completa, referindo-se às limitações de locomoção da estudante. 

O estímulo à atividade física foi essencial para a jovem. Pela dificuldade de movimentação de Larissa, o desenvolvimento de seu corpo, sobretudo seus órgãos internos, foi inicialmente comprometido, a ponto de profissionais de saúde cogitarem uma expectativa de vida de somente seis anos. Com fisioterapia e acompanhamento, o quadro foi revertido. E o esporte, inicialmente uma necessidade, tornou-se um meio de reconhecimento. “Antes eu era conhecida na minha cidade como a Larissa, hoje eu sou a paratleta Larissa”. O início da participação em competições esportivas da discente ocorreu em Vacaria. “Ela é uma filha do PARAJERGS” define Cassiane Paganella, que acompanhou a trajetória da estudante nos Jogos Estaduais do Rio Grande do Sul nas categorias destinadas a portadores de necessidades específicas.

Com 59 medalhas no currículo, a jovem ainda tem muitas motivações e desafios pela frente. Quer melhorar seu tempo na piscina para conseguir vaga nos próximos jogos Parapan-Americanos, programados para 2023.

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