Programa Libertar da Polícia Civil combate crimes sexuais contra crianças e adolescentes através de protocolo inovador
Para solicitar a presença do Programa, a escola interessada deve acessar o formulário na página no Instagram Programa Libertar
Se para a maior parte das pessoas, o lugar do trabalho é dissociado de um sentido existencial ou de uma realização pessoal, na Polícia Civil gaúcha um programa institucional de prevenção e repressão de crimes sexuais contra crianças e adolescentes tem mobilizado agentes em uma outra perspectiva.
Como funciona
A dinâmica do trabalho consiste em uma palestra preventiva com duração de 45 minutos efetuada por um policial civil em escolas (públicas e privadas) para crianças e adolescentes acima de 10 anos de idade, ocasião em que são informadas as técnicas mais modernas de atuação de criminosos virtuais e reais, municiando-as com o conhecimento necessário para sua proteção.
Depois, a instituição de ensino fornece uma sala privativa, que garanta o sigilo das vítimas e as deixem à vontade para conversar com policial de forma individual. A vítima se sente fortalecida, e ali revela situações que vem passando. É neste momento que muitos alunos acabam por revelar espontaneamente os crimes sexuais que estão sofrendo, ou já sofreram. Caso o jovem esteja em risco imediato, já são tomadas providências emergenciais, como encaminhamentos médicos e periciais, conforme o caso; nas demais situações, é feito o registro de ocorrência para instauração de Inquérito Policial
Para solicitar a presença do Programa, a escola interessada deve acessar o formulário na página no Instagram Programa Libertar.
Observa-se que a demanda tem sido cada vez maior e a Polícia Civil vem providenciando capacitações de novos policiais para que continuem esse trabalho de libertação do ciclo de violência. Desde 2023, o Libertar ofereceu mais de 200 palestras - só em agosto deste ano, o público chegou a três mil jovens.
A revelação espontânea das crianças e dos adolescentes, prevista em lei, torna-se ali uma escuta especializada. De posse deste material, o policial retorna para a delegacia, e pesquisa os dados do suspeito para fazer a ocorrência.
Trabalho coletivo
O rompimento do ciclo de silêncio tem também um aspecto coletivo uma vez que a vítima, quando tem coragem de denunciar, não está apenas protegendo a si mesma. Com o programa Libertar, o espaço entre o policial e a vítima torna-se cada vez menor, aproximando a instituição de seu dever maior. Ao estar presente nas escolas, e viabilizar encontros e conversas com vítimas de abusos sexuais, a Polícia possibilita, sobretudo, que estas crianças e adolescentes sejam acolhidos e creditados em sua palavra.

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