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Com radares em rodovias federais desativados desde o início do mês, DNIT garante que suspensão é temporária

por Rudimar Galvan

Controladores de velocidade da BRs 285 e 470 em Lagoa Vermelha estão desativados

Foto: Divulgação

Desde o início de agosto, a fiscalização eletrônica em rodovias federais sofreu um forte revés com a desativação de radares e controladores de velocidade. O corte ocorreu em função da falta de recursos orçamentários para manter o Programa Nacional de Controle de Velocidade (PNCV). Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Engenharia de Tráfego (Abeetrans), que vinha alertando sobre a possibilidade, seriam necessários R$ 364 milhões para manter o programa, mas a Lei Orçamentária Anual liberou apenas R$ 43,3 milhões.

Apesar disso, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pelos equipamentos, garante que a suspensão do programa é temporária “em decorrência de ajustes orçamentários”. A autarquia ainda informa que foram suspensos os contratos que contemplam os 26 estados e o Distrito Federal, totalizando o monitoramento de 3.887 faixas. O Dnit explica ainda que tem tomado medidas alternativas de engenharia para minimizar os riscos.

Ao todo, estima-se que a decisão atinge 47 mil quilômetros de estradas monitoradas pelo sistema. Entretanto, a desativação temporária dos radares e controladores de velocidade, em vigor desde 1º de agosto, atinge apenas os equipamentos que pertencem ao Dnit.

Procurada, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Rio Grande do Sul garante que seguirá reforçando suas ações, principalmente a partir do reforço no uso de radares portáteis e no monitoramento os reflexos na questão da acidentalidade em rodovias federais gaúchas.

*CP

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