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Ronaldo Santini destaca a iminente possibilidade do fechamento de hospitais

por Rudimar Galvan

Cancelamento de repasse de recursos pelo Governo deixa a situação complicada

A crise do sistema filantrópico de saúde do Rio Grande do Sul, mais uma vez, foi tema de manifestação do deputado Ronaldo Santini (PTB), na tribuna do Parlamento gaúcho, nesta terça-feira (23). O presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas na Área da Saúde destacou que a precária situação financeira já atingiu os pequenos hospitais do interior do Estado. O atraso nos pagamentos do co-financiamento hospitalar, conhecido como HIOSP, dos meses de outubro e novembro de 2014, e parte desse recurso nos primeiros seis meses deste ano, por conta da política de corte de gastos adotada pelo atual governo, é a razão do fechamento de leitos e redução dos atendimentos das casas de saúde, segundo a Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos.

Para o parlamentar, caso não haja nenhuma recuperação financeira imediata, várias das instituições de pequeno porte, inevitavelmente paralisarão suas atividades. O quadro se agrava ainda mais diante do anúncio de corte do orçamento do Ministério da Saúde, em torno de R$ 11,7 bilhões, que reflete diretamente em investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), prejudicando o acesso da população a este serviço.

O governo anunciou que está reformulando os convênios hospitalares, ampliando os serviços em grandes hospitais regionais de referência. Porém esta medida retira recursos dos pequenos hospitais, que dependem praticamente destes contratos para se manterem. Santini perguntou: "E se estes pequenos hospitais fecharem? Vão transportar os pacientes de vans para Passo Fundo, Porto Alegre ou outros grandes centros? Então vamos destinar recursos para ambulancioterapia, uma prática que combatemos tanto na gestão passada, através do fortalecimento da rede hospitalar filantrópica". O deputado afirmou ainda que esta política foi uma marca do governo anterior, com participação do deputado Ciro Simoni (PDT). "Gestor que, na minha opinião, foi um dos melhores secretários de Saúde que esse Estado teve", frisou.

Ele questionou a forma de gestão hospitalar que está sendo implementada. "Gerenciar instituições de grande porte, que prestam atendimentos de alta complexidade, os quais são bem remunerados, é simples. Eu quero ver como se faz a gestão daqueles hospitais que não têm outra fonte de renda, a não ser os convênios que estão sendo gerados com o Estado, para atenção de baixa complexidade", reclamou.

Ao citar exemplos de hospitais do interior que já estão passando por sérias dificuldades, como os de Lagoa Vermelha, Sarandi, Soledade, Uruguaiana, Carazinho, Três de Maio, entre outros que prestam serviços basicamente para a rede SUS, o trabalhista afirmou que quer entender qual mágica será feita para salvar estas casas filantrópicas de saúde. "Eu não sou administrador hospitalar e por isso solicito uma saída para este impasse. Mas conheço bem a realidade daquele cidadão que sai cedo de casa para buscar atendimento de saúde e não encontra. Essa pessoa não tem culpa da crise financeira e tem o direito de ser atendida pelo sistema", ponderou o vice-presidente da Assembleia.

Ronaldo Santini cobrou do governo a criação de um cronograma de pagamentos fixos, oferecendo segurança aos dirigentes hospitalares, que garanta a manutenção dos salários de médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, assistentes e demais funcionários, além dos fornecedores e outras linhas de custeio mensal. "Represento aqui a preocupação de uma frente parlamentar, apoiada por deputados de todas as bancadas, líderes do movimento nas suas regiões. Entendemos que a saúde não é uma causa de governo ou de partido, é uma questão de Estado. Precisamos enfrentar o problema e elevar este setor à condição de prioridade, fazendo o dinheiro chegar lá na rede hospitalar para evitarmos que aconteça um colapso no setor. Volto a essa tribuna para lembrar que quando um hospital fecha por falta de recursos, não consegue mais reabrir", concluiu.

 

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