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CRAS de Capão Bonito do Sul alerta sobre a importância de discutir a saúde mental

por Rudimar Galvan
Foto: Divulgação

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos, mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que HIV, malária ou câncer de mama - ou guerras e homicídios. Em 2019, mais de 700 mil pessoas morreram por suicídio: uma em cada 100 mortes. Os dados fazem com que o suicídio continue sendo uma das principais causas de morte em todo o mundo. “As pessoas precisam entender a gravidade da doença, as maneiras que ela se manifesta. Ainda há muito preconceito com relação a depressão, as pessoas questionam a veracidade da doença, e isso torna-se um impeditivo até para quem está sofrendo com esse problema sentir-se seguro para buscar ajuda sem ser julgado. O acolhimento seria um dos fatores principais para ajudar as pessoas com depressão e consequentemente combater o suicídio”, alerta a Psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social, Bruna Abrão, que atende também, na UBS Barretos.

Em Capão Bonito do Sul, dos atendimentos realizados, em média, cerca de 80% dos pacientes já tiveram ideações suicidas e/ou tentativas de suicídio. “Geralmente a demanda aparece via encaminhamento médico, pedido por atendimento de algum familiar, ou as vezes, a própria pessoa busca atendimento. Antes da pandemia quando a equipe do CRAS realizava atividades de convivência uma vez por mês em cada comunidade, a demanda aparecia de forma mais clara, debatíamos diversos assuntos em cada encontro e então conseguíamos trabalhar o fortalecimento e o encorajamento para que essas pessoas procurassem ajuda”, destaca a psicóloga.

Contudo, o Centro de Referência no município, realiza atendimentos e o acolhimento a quem necessita. Capão Bonito do Sul conta com duas profissionais de psicologia que atendem no Posto de Saúde (sede), na UBS Barretos, ou no CRAS. Segundo Bruna, ações durante o mês de setembro e em ocasiões específicas durante o ano alertam para a importância da saúde mental. “Sem saúde mental não conseguimos exercer de maneira efetiva e clara nenhuma atividade de nosso dia a dia. Priorizar a saúde mental não é um luxo, um capricho, é essencial para se ter qualidade de vida e em muitos casos, até mesmo vontade de viver”, enfatiza. Bruna salienta a importância de falar sobre o assunto e a busca pelo fim do preconceito que ainda existe com relação as doenças mentais, como a depressão. “Procurem ajuda, sempre, seja para você ou alguém próximo que você perceba que está com problemas, que está sofrendo”.

Psicológico em tempos de pandemia

“Infelizmente não há uma receita exata sobre o que fazer”, manifesta a profissional sobre o atual momento de pandemia, pois, segundo pesquisadores da Universidade de Oxford dos mais de 236 mil pacientes de Covid-19 analisados, a maioria dos EUA, 34% haviam sido diagnosticados com problemas psiquiátricos ou neurológicos dentro de seis meses após terem sido infectados pelo vírus. Com relação ao tratamento, Bruna explica que a eficácia de algumas atividades indicadas, depende muito da singularidade de cada caso. “Algumas pessoas se sentirão melhores com atividade física ou meditação, porém algumas pessoas, na grande maioria, não conseguirão se sentir melhor apenas com isso. É importante parar para pensar e se perceber, se não está se sentindo bem, se sente-se agitado, ansioso, nervoso, ou qualquer outro sintoma que cause estranheza, é imprescindível que se procure ajuda médica, psicológica”, ressalta.

Como identificar

Conforme esclarece a psicóloga, o sofrimento psíquico é qualquer sentimento ou sensação de não se sentir bem. Bruna alerta que, às vezes, não é possível perceber isso de imediato. “Pode aparecer em forma de cansaço, tristeza, irritabilidade, insônia, sintomas de somatização, que seriam sintomas físicos, como manchas pelo corpo, queda de cabelo, dores, inflamações. Dificilmente uma pessoa irá relacionar uma dor no estômago, por exemplo, com algo emocional, mas costumamos dizer na psicologia que ‘quando a boca cala, o corpo fala’, então quando nos calamos, não paramos para pensar em como estamos nos sentindo, nosso corpo costuma mandar sinais de alerta” pontua.

Suicídio: um assunto tabu

Falar sobre suicídio é mais importante do que se imagina. Para que o assunto não seja mais tratado como tabu, segundo Bruna, é necessário não estigmatizar ou questionar a veracidade do sofrimento alheio. “Após ocorrer um caso de suicídio na família ou com alguém próximo, costuma-se se questionar o porquê daquilo, geralmente as pessoas não notavam nenhum indicativo, e as vezes, essa pessoa que veio a se suicidar, não conseguiu pedir ajuda ou não teve a ajuda necessária. Reforço o acolhimento das pessoas próximas e dos profissionais de saúde para ficarem atentos a pedidos de ajuda”, conclui.  

Sua vida é preciosa!

Se você sentir que precisa de ajuda, não se cale, valorize-se. Capão Bonito do Sul disponibiliza profissionais capacitados para os atendimentos. Basta entrar em contato com o CRAS pelo telefone (54) 9.8161-5329. Caso queira, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende 24h pelo 188. Procure ajuda.

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