Dra. Patricia Pacheco alerta: Brasil pode registrar 780 mil novos casos de câncer até 2028
Baixar ÁudioSegundo estimativas, entre 2024 e 2028 o país deve registrar cerca de 780 mil novos diagnósticos
A oncologista Patricia Pacheco alertou para o crescimento expressivo dos casos de câncer no Brasil nos próximos anos. Segundo estimativas, entre 2024 e 2028 o país deve registrar cerca de 780 mil novos diagnósticos, o que representa um grande desafio para a saúde pública. A médica reforça que o diagnóstico precoce é determinante para aumentar as chances de cura, podendo chegar a até 90% quando a doença é identificada nos estágios iniciais (1 e 2). Já nos estágios mais avançados (3 e 4), o tratamento tende a ser mais complexo e as chances de controle da doença diminuem.
Entre os tipos mais comuns no Brasil, a especialista destaca o câncer de mama, que lidera entre as mulheres, e o de próstata, entre os homens, além de intestino, pulmão, estômago e colo do útero. Patricia explica que muitos casos ainda são descobertos tardiamente por diferentes fatores, como a ausência de exames de rastreio para determinados tumores, a dificuldade de acesso ao sistema de saúde e até o medo ou a negação por parte do paciente diante de sintomas persistentes. Ela também aponta desigualdades regionais, com diagnósticos mais precoces concentrados no Sul e Sudeste em comparação ao Norte e Nordeste.
A médica reforça a importância dos exames de rastreamento, mesmo quando não há sintomas. Para as mulheres, mamografia e preventivo do colo do útero são fundamentais; para os homens, a consulta com urologista e o exame de PSA são essenciais. Já para ambos os sexos, a colonoscopia é indicada na prevenção do câncer de intestino. Segundo ela, após a confirmação por biópsia, o tratamento costuma ser iniciado com agilidade, mas o maior desafio ainda está no período anterior ao diagnóstico definitivo, especialmente no encaminhamento rápido de pacientes com suspeita.
Patricia Pacheco também chamou atenção para o aumento de casos em adultos jovens, fenômeno observado no Brasil e em outros países. Embora fatores genéticos existam, a maioria dos casos está relacionada a hábitos de vida, como alimentação ultraprocessada, obesidade, sedentarismo, consumo de álcool e tabagismo. A especialista destaca que campanhas como Outubro Rosa e Novembro Azul seguem sendo eficazes e reforça o principal recado à população: diante de qualquer sintoma persistente, como nódulos, dores contínuas, alterações intestinais ou perda de peso inexplicada, é fundamental procurar atendimento médico. “O tempo faz toda a diferença”, conclui.
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