Solidão em tempos de conexão: psicólogo alerta para “calamidade pública” emocional
Baixar ÁudioO especialista reforça que o fenômeno deixou de ser apenas um estado emocional passageiro e passou a ser considerado um problema de saúde pública
A solidão, muitas vezes invisível em meio à rotina agitada e às inúmeras interações digitais, foi tema de uma entrevista marcante com o psicólogo Felipe Schäfer Rossi. Segundo ele, trata-se de uma experiência cada vez mais comum e preocupante: “Tu tá rodeado de muitas pessoas e está extremamente só, desesperado e às vezes até sufocado por não poder dizer o que está sentindo”. O especialista reforça que o fenômeno deixou de ser apenas um estado emocional passageiro e passou a ser considerado um problema de saúde pública.
Durante a conversa, Rossi explicou que a solidão não está relacionada à ausência de pessoas, mas sim à falta de conexões emocionais profundas. Em uma sociedade onde o contato é constante, seja no trabalho, nas redes sociais ou em interações cotidianas, ainda assim muitas pessoas não se sentem verdadeiramente vistas ou ouvidas. “O ser humano precisa se sentir importante, escutado e conectado. Sem isso, surge um vazio extremamente assustador”, afirmou.
O psicólogo também alertou para as consequências desse isolamento emocional, especialmente entre jovens. Ele destacou que adolescentes, apesar de estarem conectados virtualmente, muitas vezes não encontram espaço seguro para expressar medos e inseguranças. Esse cenário pode desencadear խնդիր como ansiedade, automutilação e outros transtornos mentais. Para Rossi, a dificuldade de diálogo dentro das famílias agrava ainda mais a situação, tornando o sofrimento silencioso e prolongado.
Por fim, o especialista defendeu a importância de desacelerar e investir em relações mais presentes e empáticas. Ele ressaltou que ouvir com atenção, validar sentimentos e criar laços de diálogo são atitudes fundamentais para combater a solidão.

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