Dr. Pablo Santiago, responsável pelo Centro Oncológico Infanto-Juvenil do HSVP realiza primeira quimioterapia domiciliar para tratamento de leucemia
Baixar ÁudioSegundo o profissional, o tratamento da leucemia tem evoluído nas últimas décadas, alcançando taxas de cura de 70 a 80%
Foto: Comunicação Hospital São Vicente De Paulo
O Hospital São Vicente de Paulo, localizado em Passo Fundo, realizou recentemente a primeira quimioterapia domiciliar para o tratamento da leucemia. O procedimento inédito foi coordenado pelo Dr. Pablo Santiago, responsável pelo Centro Oncológico Infanto-Juvenil da instituição, e representa um avanço significativo no tratamento da doença.
Segundo o Dr. Pablo, o tratamento da leucemia tem evoluído nas últimas décadas, alcançando taxas de cura de 70 a 80% com os quimioterápicos tradicionais. No entanto, casos de resistência à terapia convencional sempre foram um desafio. A solução veio com a introdução da imunoterapia, uma modalidade que mobiliza o sistema imunológico do próprio paciente para combater as células cancerígenas.
O paciente beneficiado por essa abordagem inovadora é uma criança de oito anos que já realizava tratamento há aproximadamente um ano e meio. Após apresentar resistência à quimioterapia tradicional, foi identificado que o irmão do paciente era um doador compatível para um transplante de medula óssea.
A administração do medicamento exigiria uma infusão contínua de 24 horas por um período de 28 dias, o que normalmente demandaria internação prolongada. Contudo, com o uso de uma bomba de infusão portátil, foi possível que a criança realizasse o tratamento em casa. O dispositivo, acoplado a uma mochila, permitiu que o paciente visitasse o hospital a cada 72 horas apenas para a troca do equipamento, reduzindo significativamente o tempo de internação e proporcionando maior conforto e qualidade de vida.
O Hospital São Vicente de Paulo atende cerca de 70 a 80 pacientes oncológicos mensalmente, sendo que aproximadamente 25% são casos de leucemia, com predomínio da leucemia linfocítica aguda tipo B.
Essa primeira quimioterapia domiciliar abre caminho para que mais pacientes possam ter acesso a um tratamento menos invasivo e mais eficaz, consolidando uma nova era no combate à leucemia infantil no Brasil.

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