Efeitos psicológicos da pandemia podem ser mais severos em idosos e crianças
Baixar ÁudioEsses grupos não possuem a mesma autonomia dos jovens e adultos
A pandemia do coronavírus completou um ano nesta semana. Estamos há 365 dias vivendo sob condições desafiadoras que nos desgastam psicologicamente, mas alguns de nós podem ser mais afetados do que outros. Idosos e crianças sofrem com as medidas de isolamento, já que não possuem a mesma autonomia de um jovem ou adulto.
De acordo com a psicóloga Thalita Molardi, o desgaste emocional que a quebra da rotina provoca nesse público deve ser levado em consideração. As crianças deixaram de ir à escola, de se encontrar com os amiguinhos e de sair com tanta frequência. Os idosos também reduziram os deslocamentos, pararam de ir à missa, à feira e ao banco.
Diante dessa realidade, alguns comportamentos podem ajudar a lidar com os sentimentos ruins. Fazer terapia ou receber o carinho de terceiros é essencial. Perceber a preocupação e a atenção do outro para com você, pode causar bem-estar instantâneo. A empatia auxilia também aquelas pessoas que contraíram o vírus. Em alguns casos os contaminados são discriminados e recebem desprezo de colegas de trabalho, por exemplo.
O impacto da pandemia sobre o luto foi considerado por Thalita. O ritual de velar e se despedir de um ente querido é visto como prática saudável e essencial pela psicologia. Ser privado desse ato pode fragilizar o ser humano. Por isso, buscar apoio espiritual também é recomendado.
Apesar dos aspectos negativos, a pandemia ajudou a nos afastarmos de pessoas tóxicas. O tóxico geralmente age no sentido de colocar o outro para baixo, com comentários cruéis e negativos. A partir dos afastamentos dessas pessoas, com o isolamento social, pudemos percebera-las e “cortar relações”. Ouça a entrevista e saiba mais.

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