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Doenças Pulmonares Intersticiais: entenda os riscos, sintomas e tratamentos

por Daniel Carvalho

A fibrose pulmonar idiopática, por sua vez, é uma forma mais agressiva e debilitante da doença, geralmente sem causa conhecida

Doutorado em Pneumologia pela Faculdade de Medicina da USP, com ênfase em Fibrose Pulmonar (Pneumonite de Hipersensibilidade)
Foto: Arquivo pessoal

No programa Vida e Saúde da Tua Rádio Cacique, o repórter Daniel Zantut manteve contato com o Dr. Fábio Eiji Arimura, Pneumologista e Médico Assistente do Grupo de Doenças Intersticiais Pulmonares da Divisão de Pneumologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Dentre os principais assuntos abordados, estão as doenças pulmonares intersticiais, um grupo de mais de 200 condições que acometem o tecido profundo dos pulmões, causando sérios impactos na respiração e na qualidade de vida.

De acordo com o Dr. Fábio, o termo “fibrose pulmonar” é popularmente usado para se referir a essas doenças, mas na verdade elas são um conjunto amplo, que afetam o “interstício” — o tecido que sustenta o pulmão. “As mais comuns no Brasil estão relacionadas a doenças reumatológicas, como lúpus, artrite reumatoide e esclerose sistêmica, que além de atingirem articulações, acometem o pulmão causando inflamação e fibrose,” explica o especialista.

Outra condição frequente é a pneumonite de hipersensibilidade, uma inflamação pulmonar provocada por exposições ambientais, como mofo, penas e partículas presentes em galinheiros ou no armazenamento de grãos. Essa forma de doença, também chamada antigamente de “pulmão de fazendeiro”, é comum em trabalhadores do meio rural.

A fibrose pulmonar idiopática, por sua vez, é uma forma mais agressiva e debilitante da doença, geralmente sem causa conhecida.

Quanto à gravidade, Dr. Fábio alerta que a mortalidade dessas doenças pode ser alta, chegando a superar a de muitos tipos de câncer. “Cerca de 50% dos pacientes morrem em até três anos após o diagnóstico e 90% em cinco anos, especialmente quando o tratamento não é feito precocemente”, alerta.

Sobre o tratamento, ele destaca que, apesar de serem doenças graves, as medicações atuais são orais, menos agressivas e com menos efeitos colaterais do que a quimioterapia, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado com pneumologistas, especialmente os que atuam com doenças fibróticas pulmonares.

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