"Se não há nada a esconder, por que temer uma CPI?", questionam vereadores da oposição sobre situação do HSP
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Os vereadores Ariovaldo Carlos da Silva (PDT) e Paula Castilhos (PT), integrantes da oposição, confirmaram que conseguiram as quatro assinaturas necessárias para protocolar o pedido de instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a Fundação Araucária detentora do Hospital São Paulo. Ao lado dos vereadores Ranyeri Bozza e Clacir Bonatto, que formalizou o apoio durante a sessão de segunda-feira, eles defendem que a medida é legítima, constitucional e necessária para responder à demanda da população. “Recebemos mais de 300 assinaturas espontâneas da comunidade pedindo explicações. Não é caça às bruxas, é entender onde e como são aplicados os recursos públicos, que somam quase R$ 6,5 milhões por ano só vindos do município”, explicou Ariovaldo, que já havia encaminhado representação ao Ministério Público sobre o tema.
Eles rebatem as declarações do presidente da Câmara, Dr. Luiz Carlos Kramer, que classificou o pedido como inconstitucional e genérico. Para a vereadora Paula, o fato determinado para investigação está claro e é grave: a própria visita do presidente do Conselho Regional de Medicina ao hospital, que apontou falta de condições básicas de atendimento, como ausência de materiais para hemorragia, falta de incubadora e equipamentos inadequados. “Se não tem pinça, não tem leito, não tem profissional suficiente, como vamos ampliar serviços como hemodiálise? A principal função do vereador é fiscalizar o dinheiro público. Quem diz o contrário não conhece a lei ou tenta esconder algo”, afirmou, criticando também o corte de microfones e a proibição de perguntas aos representantes da instituição durante a sessão.
Segundo Ariovaldo, a CPI tem poderes que vão além de uma simples reunião: pode convocar pessoas, solicitar documentos, ouvir testemunhas sob compromisso legal e analisar desde os repasses municipais até a aplicação de emendas parlamentares e recursos estaduais e federais. Ele também lamentou declarações do presidente da Casa, que disse que as pessoas reclamam, mas usam o serviço, chegando a mencionar que “pedem até pinico”. “Isso é falta de respeito com quem está doente ou com um familiar em situação difícil. Nós vamos protocolar o pedido até amanhã e, se houver indeferimento injustificado, recorremos à Justiça para garantir o direito de investigar e dar transparência a tudo que acontece na saúde”, finalizou
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