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"Usar a saúde para fazer politicagem barata é usar pessoas em proveito próprio", destaca Dr. Kramer após sessão da Câmara

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Com 13 anos de experiência como gestor da própria instituição, Kramer defende o trabalho do hospital e critica quem usa a saúde para fazer “politicagem barata”

Foto: Daniel Carvalho/ Tua Rádio

O Presidente da Câmara de Vereadores de Lagoa Vermelha, Dr. Luiz Carlos Kramer, esclarece que a possível CPI vai investigar apenas os repasses municipais ao Hospital, que somam R$ 530.901 por mês cerca de R$ 6,5 milhões ao ano, valores que estão disponíveis no Portal da Transparência. Ele explica que a verba estadual e federal, assim como a gestão da Fundação Araucária, está fora da alçada do Legislativo e serão analisadas pelo Ministério Público específico para fundações, garantindo apuração técnica e sem influência política. O pedido protocolado por vereadores ainda não chegou formalmente à presidência e, na avaliação dele, o texto atual é genérico e inconstitucional por não apontar fatos determinados, devendo passar antes por análise jurídica. 

Com 13 anos de experiência como gestor da própria instituição, Kramer defende o trabalho do hospital e critica quem usa a saúde para fazer “politicagem barata”. Ele argumenta que manter o atendimento é uma luta diária, sempre com contas no vermelho, e que problemas como falta de leitos ou estrutura são falhas do sistema público, não de gestão local. Como exemplo, cita que a própria secretária de Saúde deu à luz na unidade recentemente, com atendimento normal, e alerta: “quem reclama, no dia seguinte está lá pedindo atendimento”. Para ele, críticas infundadas apenas atrapalham o funcionamento e desvalorizam o esforço de quem trabalha lá. 

Sobre a polêmica sessão, ele esclarece que a oposição não fez perguntas ao representante do hospital simplesmente por descumprir o Regimento Interno, que exige inscrição prévia até as 17h e limita em cinco o número de oradores. Segundo ele, a regra está no artigo 91, já havia sido ignorada em outra ocasião e agora está sendo aplicada rigorosamente. “Tem vereador há anos na Casa que não conhece as regras, entra por vias que não são as legais e depois alega que não foi avisado”, afirmou, reforçando que normas valem igualmente para todos os parlamentares. 

 

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