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Nova ferramenta ajuda a mapear focos e prevenir a dengue em Lagoa Vermelha

por Rudimar Galvan

O monitoramento é realizado em um novo laboratório instalado na UBS Consoladora

Foto: Divulgação

Com a chegada do verão e a aceleração do ciclo de vida do Aedes aegypti — que pode completar sua metamorfose em até cinco dias —, a Secretaria Municipal de Saúde de Lagoa Vermelha ampliou a estratégia de combate à dengue. A cidade implantou ovitrampas, armadilhas que capturam ovos do mosquito antes da eclosão, permitindo mapear com mais precisão os pontos de maior risco. O monitoramento é realizado em um novo laboratório instalado na UBS Consoladora.

As ovitrampas funcionam como recipientes com água e uma régua onde a fêmea deposita os ovos. As armadilhas são distribuídas de forma georreferenciada pelo município, o que permite visualizar, em mapa, os bairros com maior probabilidade de infestação. Após cinco dias, as lâminas são recolhidas e analisadas no laboratório.

O agente de endemias Almir Nery explica que o projeto começou há cerca de 40 dias.
— Cada armadilha tem uma coordenada. Quando recolhemos as réguas e contamos os ovos, conseguimos medir o nível de infestação com muito mais precisão. Isso ajuda a direcionar o trabalho das equipes e tornar as ações mais eficientes — afirma.

Segundo o coordenador dos agentes de endemias, Elton da Rosa Pedroso, o período atual exige atenção redobrada. Além do risco de dengue, o município registra maior presença de escorpiões, o que reforça a necessidade de limpeza de pátios e eliminação de entulhos.
— É um momento de proliferação. A população precisa manter caixas d'água, piscinas e recipientes domésticos limpos. A dengue pode matar, e a prevenção é simples. O mosquito está presente na cidade há anos, então o combate depende de colaboração diária — diz.

Elton destaca ainda que a participação da comunidade é essencial, especialmente permitindo o acesso dos agentes às residências para fiscalização e orientação.

O agente Fernando Visintainer afirma que o laboratório complementa o LIRAa (Levantamento de Índice Rápido), ampliando o detalhamento das áreas com maior ocorrência do Aedes aegypti.
— As ovitrampas nos mostram exatamente onde o mosquito está e em que intensidade. É uma ferramenta nova para a região e ajuda a planejar intervenções com mais assertividade — comenta.

Apesar do avanço tecnológico, a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação da água parada. Manter quintais limpos, tampar reservatórios e descartar materiais que acumulam água são medidas básicas que reduzem o risco de transmissão.

A Prefeitura reforça a orientação para que os moradores colaborem com os agentes e adotem cuidados contínuos, especialmente no verão. A redução do Aedes aegypti depende da ação conjunta entre poder público e comunidade.

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