Investigado, prefeito Gustavo Bonotto (PP) presta depoimento à CPI do Lixo
Baixar ÁudioVice-presidente da CPI, vereador Ranyeri Bozza (PDT) disse que faltaram algumas respostas
Na tarde da quinta-feira, 04 de outubro, a CPI do Lixo da Câmara de Lagoa Vermelha ouviu o prefeito Gustavo Bonotto (PP), na condição de investigado. À Tua Rádio Cacique, o gestor avaliou o depoimento prestado aos membros da comissão, e os fatos em torno da contratação da empresa Adeva para os serviços ligados ao lixo no município.
Bonotto disse não ter arrependimentos sobre a visita à Adeva ou dos contratos firmados, indicando que além de economia, também geraram melhora na condição ambiental do aterro. “Eu não considero um erro um edital que proporcionou que esses problemas ambientais fossem sanados e que proporcionou economia de mais de R$ 500 mil ao município”, afirma o prefeito.
O vice-presidente da CPI, vereador Ranyeri Bozza (PDT), único representante da oposição na comissão, disse que do ponto de vista da CPI, o depoimento não foi satisfatório, já que Bonotto deixou de responder algumas perguntas, como aonde foi parar o dinheiro da venda do lixo que era triado no aterro, que segundo o vereador pode chegar a R$ 800 mil, e por qual motivo o lixo seco e orgânico são misturados no mesmo caminhão, já que, de acordo com ele, o contrato previa dois veículos.
“Nós buscamos na CPI respostas a respeito da existência ou não de fraude em processo licitatório e dilapidação do patrimônio público. Se nós não conseguimos obter respostas que possam sanar essa dúvida, agente permanece com a dúvida em aberto, significa que serão necessárias oitivas de novas testemunhas e investigados”, explica Bozza.
Bonotto explicou à Tua Rádio por quais motivos preferiu permanecer calado.
“O que eu não posso é falar sobre o que está sob segredo de justiça. Por exemplo, se em alguma das respostas, que eu tenho que tecer comentário a respeito da minha opinião pessoal, eu posso eventualmente entrar em algum assunto que está resguardado sob esse sigilo e isso ensejaria sobre mim algumas penalidades”, disse.
Próximos depoimentos
05/11 - Empresário Rogério Trevisan, sócio-diretor da Adeva.
12/11 - Agente administrativo, Vanusa Sgarbi Ramos; agente administrativo auxiliar, Patrícia Renata Benedetti; e bióloga Anaqueli Tiepo Durigon.
19/11 – Secretário Idenir Degerone; fiscal Ariel Rizzardo, fiscal Valduse Giacomini Moojen.

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