Dissídio dos comerciários segue indefinido e gera expectativa entre trabalhadores
Baixar ÁudioAtualmente, o sindicato pleiteia um reajuste de 7,5%, que deixaria os salários levemente acima do mínimo regional
Foto: Diones Pimentel/ Tua Rádio
A presidente do Sindicomerciários, Jaciele Klaus, comentou em entrevista a situação do dissídio dos trabalhadores do comércio, que ainda segue indefinido. Segundo ela, as negociações estão em andamento, mas, como já ocorreu em anos anteriores, o processo acaba se estendendo além da data-base, que é março.
A dirigente sindical relatou que o impasse atual se deve ao reajuste do salário mínimo regional, que interfere diretamente nos acordos salariais da categoria. "Estávamos quase fechando o reajuste em 6%, mas o mínimo regional foi definido em 8%. Nenhum trabalhador do comércio pode receber menos que o mínimo regional. Por isso, tivemos que suspender as negociações e retomar com uma nova proposta", disse.
Atualmente, o sindicato pleiteia um reajuste de 7,5%, que deixaria os salários levemente acima do mínimo regional, hoje fixado em R$ 1.871,75. Com o reajuste, o piso passaria para R$ 1.877,01. Jaciele ressaltou que, mesmo com a demora, os trabalhadores não terão perdas, já que o reajuste será retroativo a março.
Além da questão salarial, Jaciele destacou que a negociação também envolve a manutenção de cláusulas importantes, como o auxílio-creche. A presidente do Sindicomerciários ainda defendeu que a valorização dos trabalhadores também movimenta o comércio local. "Quando o trabalhador tem poder aquisitivo, ele consome mais, compra roupas, faz mercado, melhora sua vida e ajuda a economia local. É um ciclo que beneficia todos", ressaltou.

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