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Psicólogas do CREAS alertam para formas silenciosas de violência doméstica

Baixar Áudio por Diones Pimentel

A violência contra a mulher vai além das agressões físicas

Fernanda Nicolodi e Jéssica Padilha
Foto: Rudimar Galvan/ Tua Rádio

O mês de agosto é dedicado a campanha ‘’agosto lilás’’, em entrevista, as psicólogas Jéssica Padilha e Fernanda Nicolodi, que atuam no CREAS de Lagoa Vermelha, trouxeram reflexões importantes sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher. Fernanda destacou que, embora o mês de agosto seja voltado à conscientização, a violência está presente o ano todo e deve ser enfrentada diariamente. Ela enfatizou que o trabalho preventivo e o apoio à mulher são essenciais para romper o ciclo da violência, que muitas vezes começa de forma silenciosa, através da violência psicológica, moral e patrimonial, antes de chegar à agressão física. 

 Segundo Jéssica Padilha, a maioria dos registros que chegam ao CREAS são de ameaças e violência física, pois muitos casos de abusos emocionais ou patrimoniais não são denunciados pelas vítimas, que acabam naturalizando a violência. Ela ressaltou que muitas mulheres só procuram ajuda quando a situação atinge níveis extremos, especialmente quando envolve filhos ou deixa marcas físicas. A psicóloga alertou que sinais como controle sobre dinheiro, proibição de visitar familiares, e vigilância sobre o celular já configuram comportamentos abusivos e precisam ser levados a sério. 

 As profissionais também explicaram como a rede de proteção funciona no município. Fernanda Nicolodi detalhou que os casos chegam ao CREAS principalmente a partir de medidas protetivas encaminhadas pelo Fórum, mas também podem vir por denúncia de vizinhos ou familiares. Ela lembrou que qualquer pessoa pode denunciar casos de violência, e que o CREAS oferece orientação, acolhimento e encaminhamentos para as vítimas, além de contar com parcerias como o projeto Mais Marias, que acompanha mulheres em audiências judiciais. Porém, destacou que a estrutura ainda é limitada, e há carência de profissionais para ampliar os atendimentos, especialmente no suporte ao agressor e aos filhos. 

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