Caso Miguel: inquérito aponta que o menino sofria tortura há muito tempo
Baixar ÁudioA criança de 7 anos foi morta no dia 29 de julho
Foto: Everton Meneguzzi/Tua Rádio
O promotor de justiça André Luiz Tarouco Pinto falou na manhã desta segunda-feira (23), em entrevista à Tua Rádio Cacique, sobre os desdobramentos do caso do menino Miguel, desaparecido desde o dia 29 de julho, depois de ser jogado pela mãe e sua companheira, no Rio Imbé. O corpo ainda não foi encontrado.
André Tarouco atuava até pouco tempo em Lagoa Vermelha, recentemente foi transferido para a região litorânea do Estado. Ele é responsável pelo caso do repercussão nacional.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul já denunciou a mãe do menino Miguel, de sete anos, e a companheira dela, por tortura, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver. O caso da criança, dopada e jogada no rio Tramandaí, em Imbé, no Litoral Norte, já foi remetido ao Poder Judiciário. Para o MPRS, as duas mulheres devem ser submetidas a júri popular.
Em caso de condenação de ambas, as penas máximas previstas pela acusação podem resultar em mais de 41 anos de reclusão. A mãe, de 26 anos, está na Penitenciária Feminina de Guaíba. Já a companheira dela, de 23 anos, encontra-se recolhida no Instituto Psiquiátrico Forense, em Porto Alegre. Ambas foram denunciadas pelo MPRS como autoras do crime investigado pela Polícia Civil.
Tarouco fala das agressões que eram praticadas contra o menino. De acordo com ele, as investigações apontam que antes de ser morta, a criança vinha sendo torturada há vários meses. Ouça.
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