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Restrições no fornecimento de diesel preocupam agronegócio e consumidores no Rio Grande do Sul

Baixar Áudio por Diones Pimentel

Em setembro foram importados 850 mil metros cúbicos e a previsão para outubro é de apenas 110 mil metros cúbicos, volume oito vezes menor

Foto: Divulgação

O presidente da Sulpetro, Fabrício Severo Braz, explicou em entrevista à Tua Rádio Cacique que o abastecimento de diesel está com dificuldades em todo o estado e também em nível nacional. O Brasil depende de cerca de 30% de diesel importado e a redução nas compras internacionais é o principal motivo. Em setembro foram importados 850 mil metros cúbicos e a previsão para outubro é de apenas 110 mil metros cúbicos, volume oito vezes menor. A diferença entre os preços internacionais e os preços praticados no mercado brasileiro torna a importação menos atrativa e gera desabastecimento. O cenário é agravado por conflitos e protestos no exterior que afetam a produção e o transporte de combustíveis.

Com o início do plantio da safra de verão a demanda pelo combustível aumenta ainda mais e há risco de comprometimento das atividades no campo. Os custos de importação e de transporte estão elevados e a tendência é de repasse dos valores para os consumidores. Mais de 93% dos produtos consumidos no país são transportados por caminhões, então a alta no preço do diesel deve refletir em aumento nos preços dos alimentos e de todos os produtos que chegam até a população. O governo tem adotado medidas de subsídio e fiscalização, mas a normalização pode demorar de 20 a 30 dias, contados da compra no exterior até a entrega no porto.

A Sulpetro acompanha a situação diariamente, mantendo contato com distribuidoras e buscando informações para orientar os revendedores. Entre as alternativas estudadas está o aumento da proporção de biodiesel na mistura, que pode chegar a 25%, mas é preciso garantir qualidade para não danificar máquinas e veículos. O aumento do percentual de etanol na gasolina também já está em vigor e tem gerado procura pela versão premium, que começa a ficar escassa. A expectativa é de que medidas emergenciais sejam adotadas para evitar maiores prejuízos ao agronegócio e à economia em geral.

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