Município nega recurso para atendimento de criança autista e caso gera repercussão em Lagoa Vermelha
Baixar ÁudioRosângela relatou as dificuldades enfrentadas no dia a dia
Foto: Daniel Carvalho/ Tua Rádio
O caso do menino Benjamin Moraes, de 8 anos, diagnosticado com autismo nível 3, tem gerado grande repercussão em Lagoa Vermelha. A mãe, Rosângela Moraes, buscou na Justiça o direito ao tratamento especializado para o filho e chegou a obter uma liminar que obrigava o município e o Estado a custearem as terapias necessárias. No entanto, a Prefeitura interpôs recurso e conseguiu derrubar a decisão, suspendendo os atendimentos.
Em entrevista, o vereador Ariovaldo Carlos da Silva destacou que acompanha a luta da família há anos e criticou a postura do município em negar o acesso às terapias. Segundo ele, a criança depende de sessões de fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento com aplicadora ABA, cujo custo mensal ultrapassa R$ 8 mil, valor inviável para a família. Atualmente, Benjamin recebe apenas musicoterapia na Apae, considerada insuficiente para sua evolução.
Rosângela relatou as dificuldades enfrentadas no dia a dia e fez um apelo ao poder público para que olhe com mais atenção para as crianças neurodivergentes. Ela afirmou que receber a negativa foi devastador, pois o filho depende do tratamento para conquistar autonomia. O vereador ressaltou que um levantamento aponta cerca de 180 crianças e adolescentes com diagnóstico de neurodivergência no município, podendo esse número ser ainda maior.
Ele também criticou a proposta da Prefeitura à clínica especializada que se instalou na cidade, oferecendo apenas 29 reais por consulta, valor considerado irrisório. Ariovaldo anunciou que a Câmara de Vereadores pretende protocolar um projeto para garantir que os recursos destinados ao atendimento de crianças com autismo sejam repassados integralmente à área.
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