Preservação e preparação para eventos climáticos são desafios da Bacia Apuaê-Inhandava
Baixar ÁudioCom quase 15 mil quilômetros quadrados de extensão, a bacia vai de Erechim a São José dos Ausentes e é uma sub-bacia do Rio Uruguai
O presidente do Comitê de Gerenciamento das Bacias Hidrográficas Apuaê-Inhandava, Nilton Cipriano, alertou em entrevista que o grande desafio da região não é a quantidade de água, mas sim a qualidade e a potabilidade. Com quase 15 mil quilômetros quadrados de extensão, a bacia vai de Erechim a São José dos Ausentes e é uma sub-bacia do Rio Uruguai. O comitê tem como função gerenciar os recursos hídricos, acompanhar o uso racional e a qualidade da água, além de discutir a gestão financeira dos investimentos na área urbana e rural.
Cipriano explicou que, em termos de volume, a água se renova naturalmente, mas a qualidade tem se deteriorado com o crescimento populacional, a expansão urbana e as atividades produtivas. Ele também destacou a importância de se preparar para os períodos de muita chuva que estão previstos para a região. Segundo ele, historicamente a preocupação só surge na seca, e na volta das chuvas as medidas de armazenamento são abandonadas. É preciso captar e reter a água da chuva, em vez de deixá-la escoar, causar erosão e levar resíduos até os rios.
O presidente ressaltou ainda o papel fundamental dos municípios na proteção das nascentes e das margens dos rios. A falta de planejamento urbano e a ocupação de áreas de preservação elevam os custos de tratamento de água e agravam os danos em períodos de enchentes. Ele citou como exemplo a iniciativa de Erechim, que paga incentivos a produtores rurais para preservarem margens e nascentes, e defendeu que educação e fiscalização contínuas são o caminho para evitar prejuízos maiores.
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