Conferência Territorial marca retomada das políticas para a agricultura familiar no RS
Baixar ÁudioO processo que já envolveu mais de 1.050 pessoas em 18 territórios do estado
A Conferência Territorial realizada em Lagoa Vermelha marcou um passo decisivo na retomada da política territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O encontro contou com a presença do superintendente adjunto do MDA, Vinícius Pascotto, que destacou a importância das etapas preparatórias da 15ª conferência no Rio Grande do Sul, processo que já envolveu mais de 1.050 pessoas em 18 territórios do estado. Segundo ele, o objetivo central é ouvir as vozes do território, considerando trabalhadores, lideranças e instituições locais.
Com o lema “Brasil Rural, Raiz de Vida, Fonte de Bem Viver”, Pascotto explicou que a intenção é fortalecer um rural mais inclusivo, com diversificação produtiva, geração de renda e qualidade de vida para quem vive no campo. O evento também reuniu lideranças regionais, incluindo o prefeito municipal, reforçando o caráter coletivo do debate. Para o MDA, esta conferência representa um marco, especialmente por iniciar a reorganização da política territorial e abrir caminho para a criação de um Conselho de Desenvolvimento Territorial, responsável por discutir demandas e direcionar políticas públicas.
Entre as principais preocupações recebidas pelos produtores da região, Pascotto destacou a busca por políticas públicas mais estáveis, especialmente nas cadeias como o trigo, além das incertezas geradas pelas mudanças climáticas. Ele ressaltou que a agricultura, historicamente uma atividade de risco, enfrenta hoje impactos ainda mais intensos, exigindo políticas que garantam renda, produção e resiliência no campo. A sucessão rural também apareceu como eixo fundamental, reforçando a necessidade de incentivar jovens a permanecerem no campo com renda, acesso a serviços e condições dignas de vida.
O superintendente destacou ainda o fortalecimento do Programa Nacional de Crédito Fundiário, especialmente sua linha voltada à juventude rural, que hoje permite a compra de imóveis, inclusive dentro da própria família, com juros de apenas 0,5% ao ano, prazo de 25 anos para pagamento e desconto de 40% nas parcelas anuais. Segundo ele, trata-se de uma oportunidade histórica para jovens que desejam assumir a sucessão das propriedades.

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