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CRAS e ESF Floresta promovem integração e desenvolvimento de capacidades

por Rudimar Galvan

Este serviço é uma intervenção social planejada

Várias técnicas são realizadas nos encontros.
Foto: Divulgação

O projeto “Construindo Laços de Amor” em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social e com o ESF Floresta promove atividades de artesanato onde as próprias gestantes constroem seu kit bebê, todas as terças-feiras das 14h às 16h30min na sede do CRAS. Nos encontros também são ministrados cursos com a participação de diferentes especialistas, que abordam temas como: implicações emocionais da gestação, parto e puerpério, necessidades nutricionais na gestação e lactação, a importância do aleitamento materno, parto normal e cesáreo, cuidados com o recém nascido, técnicas de relaxamento, shantala, banho de balde e cuidados com a dentição.

O curso esclarece dúvidas, ameniza o medo, fornece conhecimento sobre o período gestacional, pré e pós-parto e possibilita o intercâmbio de experiência. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 52% das futuras mamães optam pela cesariana no Brasil, sendo que 82% são realizados na rede privada e 37% na rede pública. Alguns casos acontecem por ordem médica, mas há também as mães que desconsideram o parto normal por medo da dor ou em busca de um processo mais rápido.

Para o ginecologista Adalberto de Carvalho Valle Netto o melhor parto será sempre aquele que for possível para a paciente. “Comparando o parto cesáreo com o parto normal, podemos dizer que o parto normal tem algumas vantagens: menos sangramento, menor risco de infecção, recuperação mais rápida, menor risco de prematuridade, entre outras. Apesar de todas as vantagens relatadas quando houver necessidade a cesariana se impõe. E as mães que não conseguirem ter seus filhos de parto normal não devem se culpar, pois o mais importante que a via do parto, é que no final tenhamos mãe e filho saudáveis”, enfatiza o ginecologista.

Adalberto destaca também que é de grande importância que todas as mulheres grávidas façam o pré-natal. “O pré-natal é o momento em que identificamos os problemas que possam vir a interferir com o bom andamento da gestação e consequentemente do nascimento”, salienta.

As gestantes que participam do grupo e realizam todas as consultas do pré-natal se sentem mais preparadas e seguras para o parto. Durante o pré-natal, o médico consegue identificar possíveis alterações com a mãe e o bebê. São realizadas aproximadamente seis a sete consultas no período de pré-natal, podendo em alguns casos ser mais.

Projeto Melhor Viver e Grupo Vida

Pensando no bem-estar e na saúde dos idosos, as equipes do CRAS e ESF Floresta realizam o “Projeto Melhor Viver”, ondé desenvolvido um programa de atividades que melhora as limitações físicas e eleva a auto-estima dos participantes.

O “Grupo Vida” envolve pacientes com mais de 60 anos de idade e aqueles com sequelas conseqüentes de doenças neurológicas, acidentes ou que apresentem algum tipo de limitação motora. Além de atividades de exercícios físicos são oferecidos jogos para memória, orientações sobre principais doenças na terceira idade, palestras e consultas coletivas entre outras atividades de promoção e prevenção de saúde.

Os encontros acontecem no CRAS, toda quinta-feira, das 14h às 16h30min, para integração, recreação, compartilhamento de conhecimentos e outras atividades. O grupo é referenciado ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, que faz parte dos serviços oferecidos pelo CRAS, diante à política pública da Assistência Social. O SCFV é focado na prevenção, defesa e afirmação de direitos e desenvolvimento de capacidades e potencialidades dos usuários, com vistas ao alcance de alternativas enpoderadoras para o enfrentamento das vulnerabilidades sociais.

Além dos objetivos gerais, possui finalidades específicas para cada faixa etária prevista em legislação, no caso dos idosos vale: contribuir para um envelhecimento ativo, saudável e autônomo; assegurar espaço de encontro para pessoas idosas e encontros intergeracionais, de modo a promover a sua convivência familiar e comunitária; detectar suas necessidades e motivações, bem como desenvolver potencialidades e capacidades para novos projetos de vida; propiciar vivências que valorizem as suas experiências e que estimulem a capacidade de escolher e decidir.

Por essa razão, os usuários atendidos no SCFV podem ser também acompanhados pelo Serviço de Atendimento Integral à Família – PAIF, juntamente com outros integrantes do núcleo familiar, cabendo à equipe de referência do CRAS avaliar a necessidade da sua participação em outras atividades e/ou serviços socioassistenciais. O SCFV se articula com o PAIF e tem em comum o fortalecimento de vínculos.

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