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Presidente do CPERS visitará Lagoa Vermelha em março

Baixar Áudio por Diones Pimentel

A presidente do CPERS, Rosane Zan, confirmou que estará em Lagoa Vermelha na segunda semana de março durante a caravana da entidade pelo Estado

Foto: Divulgação

A presidente do CPERS, Rosane Zan, confirmou que estará em Lagoa Vermelha na segunda semana de março durante a caravana da entidade pelo Estado. Em entrevista, ela destacou as expectativas para o início do ano letivo de 2026, ressaltando que a principal preocupação é garantir que as escolas estejam com estrutura adequada para receber alunos e professores, especialmente diante dos problemas estruturais já apontados no ano passado.

Rosane afirmou que o sindicato tem recebido diversas reclamações sobre o excesso de burocracia nas escolas, com cobranças de planilhas e processos administrativos que, segundo ela, acabam afastando o professor do foco principal, que é o ensino-aprendizagem com qualidade. A dirigente reforçou que o uso da tecnologia deve ser um meio e não um fim, defendendo que os educadores tenham mais tempo para planejar aulas e atender às necessidades dos estudantes.

Entre as principais demandas do CPERS está a valorização salarial da categoria. A presidente citou o índice de 5,4% proposto pelo governo e que tramita na Assembleia Legislativa, mas reforçou que a entidade defende reajuste linear para todos, incluindo aposentados, funcionários de escola e servidores sem paridade, que estariam há cerca de 12 anos sem recomposição salarial. O sindicato já encaminhou ofício solicitando audiência com o governo e intensifica a pressão política, especialmente por se tratar de ano eleitoral.

A dirigente também abordou a situação dos contratos temporários, lembrando que mais de 60% dos professores da rede estadual atuam em regime emergencial. O CPERS defende a ampliação das nomeações via concurso público e informou que, conforme sinalização da Secretaria da Educação, a partir de abril poderão ser chamados aprovados no último certame. Além disso, a entidade se posiciona contra a terceirização de funcionários de escola, como merendeiras e equipes de manutenção, defendendo concursos para garantir estabilidade e fortalecer o vínculo com a comunidade escolar.

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