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CPERS critica projeto de meritocracia e anuncia paralisação contra PL 344/2025

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Uma grande paralisação está marcada para o dia 11 de novembro

Professores Joarez Lorenson e Rozane Zan
Foto: Diones Pimentel/ Tua Rádio

A presidente do CPERS Sindicato, professora Rozane Zan, e o presidente do núcleo regional do CPERS em Lagoa Vermelha, Joarez Lorenson, participaram de entrevista destacando a importância da Mostra Pedagógica e reforçando a posição contrária do sindicato ao Projeto de Lei 344/2025, que institui a meritocracia nas escolas estaduais. Segundo Rozane, o evento educacional evidencia o valor do trabalho desenvolvido dentro das escolas públicas e a dedicação dos professores e funcionários, mesmo diante das dificuldades estruturais. “A escola não é uma empresa, ela é um agente transformador da sociedade. Instituir metas de desempenho cria um ambiente de competição que fere o verdadeiro papel da educação pública”, afirmou. 

Rozane criticou o governo estadual por não dialogar com a categoria sobre o projeto e alertou que a proposta pode acirrar desigualdades entre escolas com realidades distintas. “As escolas não são homogêneas. Temos alunos com diferentes condições sociais e de aprendizagem. Avaliar todos com o mesmo índice é injusto”, destacou. A presidente também questionou o formato de pagamento do décimo quarto salário, que, conforme o projeto, seria concedido apenas às escolas com melhores resultados. “Não somos contra um bônus, mas queremos que ele seja linear, para toda a categoria, e não apenas para alguns”, enfatizou. 

Durante a entrevista, Rozane Zan alertou ainda para as perdas salariais acumuladas desde 2014, que chegam a mais de 80%, e a falta de reajustes para aposentados e funcionários de escola há mais de uma década. Ela anunciou que o CPERS apresentou uma emenda à Lei Orçamentária Anual (LOA) pedindo um reajuste de 15,2% para toda a categoria. “O governo tem dividido os professores e enfraquecido a mobilização. Isso é ruim para a educação e para o futuro do Estado”, lamentou. 

Por fim, a presidente confirmou a realização de uma grande paralisação estadual no dia 11 de novembro, com ato público para pressionar deputados e o governo a rever o PL 344/2025 e garantir avanços salariais e estruturais para a educação pública. “Precisamos fortalecer o coletivo. Só a união da categoria pode reverter esse cenário de desvalorização e sobrecarga. A luta do CPERS é pela escola pública, pelos alunos e pelos profissionais que fazem a educação acontecer todos os dias”, concluiu. 

 

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