Uniformes de baixa qualidade e concurso para professores estão entre os temas debatidos pelo CPERS
Baixar ÁudioO caso dos uniformes escolares distribuídos pelo governo do Estado foi classificado por Lorenson como "uma aberração"
Foto: Diones Pimentel/ Tua Rádio
Representantes do CPERS Sindicato e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul se reuniram recentemente para discutir demandas da categoria, em um encontro que trouxe alguns avanços, mas também deixou diversas críticas e preocupações em pauta. Segundo Juarez Lorenson, diretor do 25º Núcleo do CPERS, uma das principais conquistas foi o anúncio da abertura de concurso público com 6 mil vagas para professores.
"A realização do concurso era uma reivindicação urgente nossa, porque a defasagem de professores é enorme. Atualmente, há muitos contratos temporários, que geram insegurança para os educadores e impactam diretamente a qualidade da educação", afirmou Juarez. Ele destacou que o concurso deve ser realizado o mais breve possível, o que, segundo ele, além de amenizar o déficit, também motiva professores contratados a se prepararem para conquistar estabilidade.
Ele destacou que o concurso deve ser realizado o mais breve possível, o que, segundo ele, além de amenizar o déficit, também motiva professores contratados a se prepararem para conquistar estabilidade. Outra pauta tratada na reunião foi o reajuste salarial de 12,14% para professores, funcionários e aposentados, que havia sido proposto, mas rejeitado pela Assembleia Legislativa no passado. "Esse aumento é uma das maiores cobranças que estamos fazendo ao governo", explicou Juarez.
O caso dos uniformes escolares distribuídos pelo governo do Estado foi classificado por Lorenson como "uma aberração". Segundo ele, a medida prejudicou a economia local ao excluir pequenas confecções dos municípios, que tradicionalmente produziam os uniformes escolares. Além da má qualidade, foram constatados erros graves nos uniformes, como o brasão da Revolução Farroupilha com a data incorreta. "Estamparam 1855, mas a Revolução começou em 1835. É um descaso com a história do Rio Grande do Sul", criticou.

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