“Esse recurso faz diferença no dia a dia das empresas”, destaca presidente do SICOM sobre reajuste de ICMS
Baixar ÁudioApesar dos desafios, Lagoa Vermelha segue como destaque nacional, sendo atualmente o 10º polo moveleiro do Brasil e o 2º do Rio Grande do Sul
O setor moveleiro de Lagoa Vermelha e do Rio Grande do Sul recebeu um importante estímulo com a publicação do Decreto nº 58.733, que altera regras do ICMS e corrige distorções tributárias que vinham afetando a competitividade das empresas gaúchas. A medida tem impacto direto na indústria local, considerada um dos principais polos produtivos do estado.
De acordo com o presidente do SICOM, Valterez Ferreira da Silva, o segmento enfrentou uma retração significativa nos últimos anos. Desde 2020, o setor perdeu cerca de 10% dos empregos diretos, o que representa mais de 3.500 vagas a menos no Rio Grande do Sul. O cenário é reflexo de fatores como juros elevados, inflação, queda no poder de compra e dificuldades no mercado externo.
Outro dado relevante mostra a forte dependência da matéria-prima: 99% do consumo das indústrias de Lagoa Vermelha está concentrado em MDF e MDP, justamente os produtos beneficiados pela mudança tributária. Com o decreto, a alíquota de ICMS sobre essas chapas foi reduzida de 12% para 7%, o que deve aliviar principalmente o fluxo de caixa das empresas.
Mesmo com o avanço, o cenário ainda inspira cautela. O setor também enfrenta aumento recente de 12% a 15% no custo das matérias-primas, além da valorização do real, que reduziu em cerca de 20% a receita das exportações.
Apesar dos desafios, Lagoa Vermelha segue como destaque nacional, sendo atualmente o 10º polo moveleiro do Brasil e o 2º do Rio Grande do Sul. A expectativa é de que, com a nova medida e ações conjuntas entre entidades e poder público, o setor consiga manter sua competitividade e atravessar um segundo semestre ainda incerto, mas com melhores condições de reação.

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