Economista diz que Plano Safra 2026/2027 "é mais uma peça política do que uma ferramenta para o produtor"
Baixar ÁudioAntônio da Luz afirma que o crédito subsidiado encolheu e critica a falta de apoio ao seguro rural.
O economista Antônio da Luz afirmou que o valor recorde de R$ 525 bilhões anunciado no Plano Safra 2026/2027 não significa, necessariamente, mais apoio ao produtor rural. Segundo ele, a maior parte dos recursos é financiada pelos bancos com juros de mercado, enquanto apenas uma parcela menor recebe subsídio do governo.
Na entrevista, Da Luz disse que os recursos com juros equalizados diminuíram em relação ao plano anterior. Na avaliação dele, isso torna o crédito mais caro e reduz o alcance da principal política de financiamento do agronegócio.
O economista também criticou a ausência de anúncios para o seguro rural, que classificou como uma das ferramentas mais importantes para proteger o produtor. Para ele, sem seguro e com menos crédito subsidiado, aumentam as dificuldades para investir e produzir.
Ao resumir sua avaliação, Antônio da Luz afirmou que o Plano Safra "virou mais uma peça política do que uma ferramenta para ajudar o produtor". Segundo ele, esse cenário pode aumentar os custos da produção e, no futuro, pressionar o preço dos alimentos.
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