Piquete 35 realiza a tradicional busca da Chama Crioula
Baixar ÁudioDesde 2004, o grupo tornou-se responsável oficial pelo translado
Foto: Diones Pimentel/ Tua Rádio
O Piquete 35, tradicional grupo gaúcho com quatro décadas de história, está novamente encarregado de buscar e distribuir a centelha da Chama Crioula para os 16 municípios da 8ª Região Tradicionalista. Conforme relataram o patrão Hil Cunha e o integrante Paulo Melo em entrevista, a trajetória do grupo teve início em 1985. Desde 2004, o grupo tornou-se responsável oficial pelo translado da chama a nível regional, reforçando seu papel de destaque no cenário tradicionalista do Rio Grande do Sul.
A cavalgada reúne cerca de 35 cavalarianos e uma equipe de apoio essencial, que garante desde alimentação até a logística dos animais. Além da missão cultural, o evento é também um momento de confraternização e lembrança.
Paulo Melo, um dos fundadores, expressou gratidão por fazer parte da história do piquete, mas também manifestou pesar pela ausência de descendentes diretos na tradição, devido à distância e aos compromissos pessoais de filhos e netos.
Para marcar os 40 anos do Piquete 35, diversas homenagens estão programadas, incluindo um reconhecimento especial da Câmara de Vereadores e da 8ª Região Tradicionalista. O piquete também será responsável por guardar a chama em Lagoa Vermelha até o início da Semana Farroupilha
Entre os dias 14 e 23 de agosto de 2025, será realizada a jornada de distribuição da Chama Crioula, com início em Caxias do Sul. No dia 14 ocorre o deslocamento até a cidade, seguido pela geração da chama no dia 15 e pelo acendimento oficial no Parque da Festa da Uva no dia 16, junto de um desfile de 20 km. No dia 17, o grupo parte de Caxias até Fazenda Souza, na chácara de Gilson Boff (25 km), e no dia 18 segue até a fazenda de Nicanor Castilhos (24,3 km). No dia 19, o percurso será até Cazuza Ferreira (33,5 km), e no dia 20, até a fazenda Luiz Baldasso (34,3 km).
A programação segue no dia 21, com saída da fazenda Baldasso até Enxovia (18 km), e no dia 22, de Enxovia até Monte Alegre dos Campos (20,3 km), ponto final do trajeto. Durante o percurso, são seguidas diversas estradas rurais, vias municipais e pontos de referência, passando por comunidades e locais tradicionais da região. No dia 23, a centelha será distribuída em Monte Alegre dos Campos para a 8ª Região Tradicionalista, encerrando oficialmente o roteiro.
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