"Infelizmente nós estamos em mais um ano de frustação de safra" destaca o chefe da EMATER local, Gustavo Bonotto
Baixar ÁudioDiante desse cenário, existe a possibilidade de Lagoa Vermelha decretar situação de emergência. A Defesa Civil já realizou os levantamentos necessários, e a medida deve ser avaliada pelas autoridades nos próximos dias
A safra 2025/2026 tem gerado preocupação entre os produtores rurais de Lagoa Vermelha e região. De acordo com o chefe do escritório municipal da Emater, Gustavo Bonotto, o cenário é de mais um ano marcado por perdas significativas, especialmente na cultura da soja.
Segundo ele, a quebra de produtividade é expressiva. “Temos registros de colheitas que variam entre 27 e 70 sacos por hectare, com perdas que chegam a até 50% em algumas lavouras”, destacou.
A principal causa é a falta de chuva em períodos críticos do desenvolvimento das culturas. A estiagem afetou de forma mais intensa a soja, enquanto o milho apresentou resultados um pouco mais próximos do esperado, embora também com redução na produção.
Além das lavouras, a pecuária também sente os reflexos da escassez hídrica. A diminuição na oferta de pastagens elevou custos e impactou diretamente a produção de leite e carne. Produtores precisaram investir em alternativas, como a instalação de bebedouros e reforço no abastecimento de água para os animais.
O impacto econômico preocupa, já que a quebra de safra reduz a circulação de recursos no município. “Deixam de entrar valores importantes na economia local, o que afeta toda a cadeia produtiva”, ressaltou Bonotto.

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