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Setor avícola aposta na recuperação e projeta crescimento em 2026

por Diones Pimentel

O presidente da Organização Avícola, José Eduardo dos Santos, avaliou que o setor enfrenta um período de recuperação após dois anos marcados por adversidades

Foto: Divulgação

O presidente da Organização Avícola, José Eduardo dos Santos, avaliou que o setor enfrenta um período de recuperação após dois anos marcados por adversidades que impactaram diretamente a produção e as exportações no Rio Grande do Sul. Segundo ele, as enchentes de 2024, seguidas por casos sanitários como a Doença de Newcastle e, posteriormente, a influenza aviária em 2025, reduziram as expectativas do setor, especialmente no mercado externo. Apesar disso, José Eduardo destacou que a retomada de mais de 60 países importadores e a recente liberação das exportações para a China permitiram encerrar 2025 com uma queda mínima de apenas 0,77%, resultado considerado positivo diante do cenário enfrentado. 

Em relação aos preços pagos ao produtor e praticados ao consumidor, o presidente explicou que o comportamento foi regular ao longo de 2025, influenciado tanto pela economia brasileira quanto por fatores globais, como tensões geopolíticas e negociações comerciais. Ele ressaltou que a avicultura possui um ciclo produtivo curto e exige constante equilíbrio entre oferta e demanda. Para 2026, a expectativa é de maior estabilidade, com preços mais moderados e condições para evolução do setor, desde que não ocorram novos eventos sanitários ou climáticos de grande impacto. 

José Eduardo dos Santos também destacou a eficiência da resposta brasileira ao caso de influenza aviária registrado em Montenegro, resolvido em cerca de 30 dias, evitando a disseminação da doença. Ele comparou a situação com outros países, como os Estados Unidos e nações da Europa, que enfrentaram prejuízos maiores devido à dificuldade de erradicação do vírus. Para o presidente, a rapidez na atuação e o rigor nas medidas de biosseguridade reforçam a credibilidade do Brasil no mercado internacional e sustentam o otimismo para o crescimento das exportações em 2026, tanto da carne de frango quanto da proteína de ovos. 

Por fim, o dirigente afirmou que o produtor pode esperar um ambiente um pouco mais favorável em termos de custos, especialmente em relação à ração, que representa cerca de 70% do custo de produção. A expectativa de uma colheita regular de milho no Estado pode contribuir para a redução de despesas. José Eduardo reforçou que, apesar de 2026 ser um ano desafiador por conta do cenário político e econômico, o setor seguirá atento e cauteloso. Ele deixou uma mensagem de confiança aos produtores, destacando que a avicultura brasileira mantém o compromisso de abastecer mais de 150 países e continuar fortalecendo toda a cadeia produtiva. 

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