“Precisamos de uma safra normal para dar fôlego ao produtor”, alerta presidente da EMATER/ASCAR
Baixar ÁudioPara Schwarz, isso é fundamental para que o Estado consiga alcançar uma safra normal
Foto: Divulgação
O presidente da Emater, Luciano Schwarz, destacou as projeções otimistas para a próxima safra no Rio Grande do Sul, com aumento de 9,3% na área de milho em relação ao último ciclo. Segundo ele, a valorização da cultura, aliada a políticas públicas como o programa Milho 100%, que distribui gratuitamente sementes de alta qualidade, vem estimulando os produtores a ampliarem o plantio.
O cenário climático também reforça as expectativas positivas. Conforme prognóstico do meteorologista Flávio Varone, do SIMAGRO, a primavera deve ser um pouco mais seca, o que pode beneficiar cereais de inverno, enquanto o mês de janeiro tende a registrar chuvas na média ou acima dela. Para Schwarz, isso é fundamental para que o Estado consiga alcançar uma safra normal, dando fôlego ao produtor gaúcho após anos de dificuldades.
A soja, por sua vez, terá uma leve redução de área de 0,8%, migrando para o milho. A expectativa é que a produção do grão recupere índices, ultrapassando a média de 3,2 toneladas por hectare, superando o desempenho da safra anterior, que ficou próxima de 2 toneladas. Na região de Passo Fundo, que abrange Lagoa Vermelha, o potencial produtivo é expressivo, com previsão de 9,2 toneladas de milho por hectare e 3,7 toneladas de soja.
Apesar do otimismo, o presidente da Emater reforçou que a distribuição das chuvas segue como um fator de risco, assim como a presença de pragas, como a cigarrinha do milho e a trips na soja. Ele destacou ainda a importância de atenção ao plantio, sobretudo em anos de menor volume de precipitação, e lembrou que a formação de preços é definida por fatores globais, não sendo impactada diretamente pelas previsões locais de safra.
Comentários