Você está ouvindo
Tua Rádio
Ao Vivo
14:00:00
Programa de Domingo
19:00:00
 
 

Guaporense Maria Carpi lança título inédito de poemas

por Eduardo Cover Godinho

Com 95 poemas inéditos, escritora estará autografando o livro “Tudo o que é belo é efêmero” na Feira do Livro de Porto Alegre

Maria Carpi nasceu em Guaporé e escreve poesias desde a infância. Sua carreira literária porém, iniciou em 1990

Considerada uma das figuras mais representativas da poesia feminina brasileira, Maria Elisa Carpi, 78 anos, natural de Guaporé (nasceu então Distrito de Muçum - Atualmente Municípo), estará lançando no sábado, dia 11 de novembro, um livro inédito de poemas na 63ª Feira do Livro de Porto Alegre. Com o título “Tudo o que é belo é efêmero” (Modelo de Nuvem, 2017, 104 págs., R$ 29,90), a obra conta com 95 poemas inéditos e o lançamento será precedido de um seminário de dia inteiro na Sala Oeste do Santander Cultural, localizada na rua Sete de Setembro n.º 1.028 – Praça da Alfândega. O evento, intitulado Os cantares da poesia – vida e obra de Maria Carpi, tem a curadoria de Caio Riter e Milene Barazetti, com entrada franca e início às 9h.

Com iniciativa da Associação Gaúcha de Escritores (AGES) e do autor e professor patronável Caio Riter, o seminário contará com a participação, além dos curadores e da própria autora, das professoras Maria Helena Campos (IFSUL), Cinara Ferreira Pavani (UFRGS), Márcia Ivana Lima Silva (UFRGS) e Márcia Lopes Duarte (UNISINOS); dos poetas Cristina Macedo, Maria do Carmo Campos e Dilan Camargo; a escritora Marô Barbieri e os associados da AGES Álvaro Santi, Carlos Leser, Fabrício Carpinejar, Gláucia de Souza, Laís Chaffe e Sidnei Schneider.

“A AGES está me homenageando através da Feira do Livro. São professores de três universidades, fora outros escritores, neste evento. É muito lindo eles analisarem a obra de Maria Carpi. É uma honra para mim”, diz a poeta guaporense.

Professora, advogada e defensora pública, Maria Carpi, mãe de Carla, Rodrigo, Miguel e do colunista do Zero Hora (ZH) Fabrício Carpinejar, iniciou a vida literária em 1990, sendo poeta de reflexão existencial e de poesias baseadas em temas líricos como a dor, o acaso, o amor e a morte. Sobre o lançamento do novo título, a autora conta que foi um resgate de seu filho Fabrício Carpinejar.

“Ele se encantou por este livro, tirou da gaveta, fez uma primeira postagem da obra e encaminhou à essa editora. Estou publicando apostando nos novos”, conta Maria, acrescentando que poesia não se explica, apenas se interpreta: “Posso falar somente sobre a circunstância em que escrevi os poemas. Sou uma poeta temática, o que é raro. Eu me apaixono por um núcleo temático e vou desdobrando como se fosse uma partitura musical. Eu digo que eu escrevo porque eu não canto, então toda a minha vocação veio para a literatura. Mas eu exerço a música também pelo ritmo e pela melodia do texto”.

Contemplando vida, morte, passagem do tempo, escolhas e devoção, seus versos destacam a efemeridade do vislumbre, da generosidade, das lágrimas, das flores, do ponto maduro da fruta, da chama, do calor da brasa.

“Estou lidando com a efemeridade e a busca da permanência das coisas. E amamos porque tudo é muito fugaz, muito breve. Eu digo que se não tivéssemos saído do Paraíso não iríamos procurar reconstruí-lo. Acho que toda a arte é uma busca do Paraíso perdido. A busca do eterno é porque tudo é muito efêmero. Eu tenho uma predileção para coisas que são fugazes e rápidas, como a rosa, que tive de podá-la, mas ela vai nascer de novo. E eu tornar a plantar a rosa, apesar de ela ser efêmera”, relata a escritora.

Maria Carpi, ganhadora do prêmio “Revelação Poesia” em 1990 da Associação Paulista dos Críticos de Arte com o livro Nos Gerais da Dor, estará autografando o livro “Tudo o que é belo é efêmero” na Praça de Autógrafos da Feira do Livro, a partir das 17h30min.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

Enviar Correção

Comentários

Newsletter Tua Rádio

Receba gratuitamente o melhor conteúdo da Tua Rádio no seu e-mail e mantenha-se sempre atualizado.

Leia Mais