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Polícia Civil confirma terceiro homicídio do ano em Veranópolis

por Alessandra Bernardi

Durante coletiva de imprensa, delegado também detalhou investigação sobre jovem que teria sido mantido em cárcere privado

Foto: Divulgação

A Polícia Civil confirmou na manhã desta sexta-feira (22), que a morte de Marco Antonio de Morais, de 42 anos, encontrado sem vida no dia 13 de maio, em Veranópolis, trata-se de um homicídio. O caso é o terceiro registrado no município em 2026 e, conforme o delegado Tiago Madalosso Baldin, as investigações já estão avançadas.

Marco Antonio foi localizado sem vida dentro da residência onde morava, na Rua Sigesmundo Reschke, no bairro Santa Lúcia. De acordo com a Polícia Civil, o irmão da vítima procurou a delegacia após cerca de 48 horas sem conseguir contato com ele. A última informação recebida pela família era de que Marco Antonio teria saído para uma consulta médica na manhã da segunda-feira (11).

Após tentativas frustradas de contato telefônico e a confirmação de que ele não havia comparecido ao trabalho, policiais foram até o imóvel. Com autorização do familiar, os agentes ingressaram na residência e encontraram a vítima já sem vida.

Equipes do Instituto-Geral de Perícias (IGP) de Caxias do Sul realizaram os levantamentos no local. Segundo o delegado Baldin, a vítima apresentava um grave traumatismo craniano, possivelmente provocado por um objeto contundente. O laudo da necropsia ainda é aguardado para confirmar oficialmente a causa da morte.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (22), o delegado também afirmou que os dois primeiros homicídios registrados neste ano em Veranópolis possuem relação com o tráfico de drogas e foram caracterizados como execuções.

Jovem denuncia cárcere privado e tráfico forçado após sair de presídio em Nova Prata
 

Na coletiva, Baldin também falou sobre uma ocorrência registrada na quinta-feira (21) envolvendo o tráfico de drogas e que mobilizou Brigada Militar e Polícia Civil no município. Um jovem de 21 anos procurou auxílio na sede da Brigada Militar relatando ter sido mantido em cárcere privado após deixar o presídio de Nova Prata, onde havia sido preso anteriormente por tráfico de drogas.

Segundo o relato da vítima, ele foi abordado por integrantes de uma facção criminosa logo após deixar o presídio e obrigado, sob ameaça com arma de fogo, a entrar em um veículo. O grupo teria levado o jovem até Veranópolis, onde ele foi forçado a atuar em um ponto de tráfico no bairro Santo Antônio para quitar uma dívida relacionada à apreensão de drogas ocorrida em Nova Prata.

Ainda conforme o depoimento, quando não estava realizando a venda de entorpecentes, o homem era mantido em uma residência no bairro Pôr do Sol. Temendo ser morto, ele conseguiu fugir na madrugada de quinta-feira e buscou ajuda junto à Brigada Militar.

A partir das informações repassadas pela vítima, Brigada Militar e Polícia Civil realizaram diligências em dois endereços. Em um dos locais foram apreendidas porções de cocaína e maconha prontas para comercialização, além de celulares e balança de precisão. No imóvel apontado como local do cárcere privado, suspeitos foram localizados.

Ao todo, seis pessoas foram detidas para averiguação, entre elas dois adolescentes. Todos passaram por exame de corpo de delito no Hospital Comunitário São Peregrino Lazziozi e foram encaminhados à Delegacia de Polícia.

Segundo o delegado Tiago Madalosso Baldin, apesar do relato considerado consistente, ainda não havia elementos suficientes para a prisão em flagrante pelos crimes de sequestro e cárcere privado. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

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