"Vício em jogos é doença emocional e atinge todas as idades", alerta psicóloga Erica Zanella
Baixar ÁudioO vício surge como fuga diante de pressões, frustrações ou sofrimento emocional que a pessoa não consegue administrar de outra forma
A psicóloga Erica Zanella alertou em entrevista à Tua Rádio Cacique sobre a gravidade da dependência de jogos online, um problema que vem crescendo e atinge adolescentes, adultos, homens e mulheres de forma igualitária. Segundo a profissional, a dependência não se restringe às apostas com dinheiro: mesmo jogos gratuitos podem gerar desequilíbrio, isolamento e prejuízos à rotina, ao sono, ao desempenho escolar e profissional. "O jogador perde tantas outras coisas, equilíbrio, convívio social, saúde, mesmo sem gastar dinheiro diretamente", explicou.
O vício surge como fuga diante de pressões, frustrações ou sofrimento emocional que a pessoa não consegue administrar de outra forma. A facilidade de acesso, a qualquer hora e em qualquer lugar, transforma o celular em "grande inimigo". Sinais de alerta incluem isolamento, irritabilidade quando impedido de jogar, abandono de atividades e compromissos, queda no rendimento escolar ou profissional e endividamento. Em casos extremos, a situação pode levar a quadros de ansiedade, depressão e até risco de suicídio. Erica destacou que a proibição recente das bets não resolve o problema: é preciso oferecer alternativas saudáveis, senão a pessoa pode buscar outras dependências, como drogas ou álcool.
O tratamento envolve reestruturar a rotina, resgatar atividades prazeres fora das telas e trabalhar as causas emocionais. A família tem papel central, mas deve acolher sem apenas cobrar ou brigar, estabelecer combinados e limites com diálogo faz diferença. Quando o prejuízo já está instalado, a recomendação é afastar completamente os jogos, assim como se faz com qualquer outro vício. A mensagem final.
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