Casos respiratórios aumentam em Veranópolis e Vigilância Epidemiológica reforça alerta para vacinação
Cobertura vacinal dos grupos prioritários ainda não chegou a 40% no município
O aumento dos casos de síndromes respiratórias no Rio Grande do Sul também já reflete em Veranópolis. Nas últimas semanas, o município registrou crescimento na procura por atendimento médico devido a sintomas gripais, acompanhando o cenário estadual de avanço da Influenza A.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica do município, as unidades de saúde e o Hospital Comunitário São Peregrino Lazziozi vêm registrando maior demanda por atendimentos relacionados a doenças respiratórias. Atualmente, a média é de cerca de 90 atendimentos semanais ligados a sintomas gripais e aproximadamente duas internações por semana.
A Influenza A segue como o vírus de maior circulação, sendo responsável pelos quadros mais graves e hospitalizações em diferentes regiões do Estado.
“A influenza A está predominando nos casos respiratórios e nas internações”, destacou a responsável pelo setor de Vigilância Epidemiológica de Veranópolis, Maria Goretti Bellini.
Outro ponto de preocupação é a baixa procura pela vacinação. O município ainda não atingiu 40% da meta estipulada para os grupos prioritários, que inclui idosos, gestantes e crianças de seis meses a cinco anos completos. A meta do Ministério da Saúde é alcançar 90% de cobertura vacinal. Atualmente, todas as unidades municipais de saúde, incluindo as ESFs e o Posto de Saúde Central, possuem doses da vacina contra a influenza disponíveis para a população dos grupos prioritários.
A orientação da Secretaria Municipal da Saúde é para que pessoas com sintomas respiratórios utilizem máscara em locais fechados ou com aglomeração, reforcem a higienização das mãos e evite contato próximo com idosos, gestantes e crianças pequenas.
“Pedimos que os pais tragam as crianças para fazer a vacina o quanto antes, para prevenir complicações e hospitalizações”, reforçou Maria Goretti.
No momento, Veranópolis registra uma internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A maior procura por atendimentos relacionados a sintomas gripais e respiratórios está concentrada no pronto-socorro do HCSPL. O Estado do RS entrou na categoria de risco devido ao aumento dos registros de casos de SRAG. A informação consta no novo boletim InfoGripe, divulgado na quinta-feira (21), pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Comentários