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Vigilância Ambiental aguarda resultado de teste de febre amarela em seis bugios encontrados mortos em Caxias

por Pablo Ribeiro

Outros onze animais também foram localizados sem vida, mas não foi possível coletar material para exames

Foto: Vigilância Ambiental em Saúde/Divulgação

A Vigilância Ambiental em Saúde, ligada à Secretaria Municipal da Saúde (SMS), aguarda resultados de exames de febre amarela em seis bugios encontrados mortos no interior de Caxias do Sul. Também foram realizados testes para diagnóstico de raiva, que resultaram negativos. Os animais foram localizados desde o início do mês de abril por moradores em diferentes pontos dos distritos de Fazenda Souza e Criúva. Outros onze macacos também foram localizados sem vida, mas não foi possível coletar material para exames. As doenças são transmissíveis a humanos.

Segundo Rogério Poletto, médico veterinário da Vigilância Ambiental em Saúde, macacos podem se contaminar e morrer de febre amarela e/ou raiva, entre outras causas. Na área rural, a febre amarela pode ser transmitida para os humanos através da picada dos mosquitos Haemagogus sp e Sabethes sp contaminados. Já na área urbana, a doença pode ser transmitida por meio da picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika vírus e febre chikungunya. A transmissão da raiva ocorre através da saliva de um mamífero contaminado para uma pessoa, através de mordeduras, arranhaduras ou lambeduras de ferimentos ou mucosas.

A Vigilância Ambiental em Saúde reforça que a possibilidade de transmissão pelo Aedes aegypti é mais um motivo para que a população redobre os cuidados para evitar manter água parada, pois é nesse ambiente que o inseto se reproduz.

“Precisamos ficar atentos porque embora ainda não tenhamos confirmação dos exames em Caxias do Sul, já há casos de febre amarela em macacos em outras cidades da região. Também é recomendável usar repelente sempre que a pessoa for se expor em lugares com mata e estar vacinado contra a febre amarela”, destaca Poletto.

A vacina contra a febre amarela entrou no calendário de rotina em 2009. Pessoas que já fizeram a dose não precisam mais aplicá-la, já que a imunidade é permanente. Para os que ainda não fizeram, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) aplicam as doses às quartas-feiras (devido à curta validade do imunizante, os frascos são abertos para aplicação apenas um dia por semana). Nesta semana, em função do feriado, a aplicação ocorre na terça-feira. Já a vacina da raiva é agendada pelas UBSs, conforme avaliação após casos de agressão (mordeduras, arranhaduras ou lambeduras de ferimentos e mucosas).

Casos de macacos encontrados mortos podem ser informados diretamente para a Vigilância Ambiental em Saúde pelo telefone 3202-1438, das 8h às 17h.

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